O Gre-Nal não foi disputado no sábado (26), mas expos a rivalidade entre Inter e Grêmio. Nos bastidores, versões diferentes sobre o acontecido e seus reflexos colocam revelam que os pedidos de união não refletem exatamente a realidade. Ainda durante o sábado, as palavras de Inter e Grêmio não foram as mesmas.
Em sua primeira manifestação, o presidente gremista, Romildo Bolzan Júnior, disse que o Tricolor não entraria em campo. O Inter aguardou mais de uma hora do fato para se manifestar.
Quando o fez, o presidente Alessandro Barcellos disse que concordava com o adiamento da partida, mas que precisava ser observado um possível desequilíbrio técnico. Segundo apurou o UOL Esporte, a fala caiu mal no lado oposto e gerou irritação. Posteriormente, o mandatário explicou seu argumento dizendo que concordava com a busca por um caminho comum e que qualquer desequilíbrio pouco importava frente ao ônibus do oponente apedrejado e dos jogadores feridos nos atos de violência ocorridos nas proximidades do Beira-Rio.
Já no fim da noite, com a oficialização do adiamento, Romildo não sentou à mesa com Barcellos e o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Luciano Hocsman, para conceder entrevista coletiva. Preferiu falar sozinho, antes, e foi embora. Sequer esteve presente na manifestação dos demais. Antes, na reunião ocorrida entre os mandatários dos clubes e da Federação, o gremista percebeu versões diferentes e falou em "narrativa dos fatos".
"O Inter tem uma narrativa dos fatos, de certa forma não concordamos com todas as suas narrativas, mas é um direito que ele tem de expressar aquilo que imagina do que acontece", disse Romildo. "Estamos tentando resolver isso em conjunto. O fato do Romildo não estar aqui, não podemos ver como impeditivo. Ele pensa assim e vamos, junto com os demais clubes, achar solução numa tabela apertada. A violência precisa ser um assunto ampliado, com soluções, saídas, campanhas. O fato de termos trabalhado para identificar rapidamente os responsáveis também é uma resposta para isso", explicou Barcellos.
Ao longo do sábado e no domingo, o Grêmio ampliou o discurso em lado oposto ao Inter. Informou que une provas e quer responsabilizar o Colorado pelos atos dos torcedores. Há vídeos públicos do clube mostrando os bastidores do ataque ao ônibus com riqueza de detalhes.
"O concreto é que o Grêmio vai buscar as devidas responsabilizações. O Grêmio não vai deixar passar. Se tiver procedência, do ponto de vista jurídico, vamos buscar tudo que significa o restabelecimento de punição aos culpados, de responsabilidade. Não vamos deixar passar em branco, vamos até as últimas consequências", disse o mandatário tricolor à Rádio Guaíba. "O Inter condenou rapidamente as atitudes, foi muito sensível e solidário conosco. Este registro eu faço. Mas isso não muda o regulamento e a responsabilização que possa ser feita. O Grêmio vai buscar isso", acrescentou Romildo.
O Colorado, por sua vez, afirma que está protegido pelo Estatuto do Torcedor e não teme punições. Além disso, acrescentou que a ação gremista pode acarretar na paralisação do campeonato. "O Inter não é, nem poderia ser, responsável pelo que ocorre fora do seu Estádio. Estatuto do Torcedor penaliza o cidadão/"torcedor" que promove tumulto ou pratica violência num raio de 5 quilômetros ao redor do estádio, o que não pode ser confundido com responsabilidade do clube", disse o vice jurídico Guilherme Mallet ao UOL Esporte.
"Desde o ocorrido, temos trabalhado com as autoridades para chegar em algum acordo que não prejudique tecnicamente o nosso clube. O Inter já manifestou solidariedade com o atleta e aceitou o adiamento do jogo para o melhor desfecho do campeonato. É importante que se saiba que o caminho da judicialização pode inviabilizar o término do Campeonato Gaúcho de Futebol de 2022 e principalmente sua credibilidade junto aos seu público e parceiros comerciais", completou.
O ato violento, ainda que pudesse ter como resposta imediata a união dos clubes com objetivo de garantir a segurança de todos em um ambiente saudável, parece que afastou ainda mais colorados e gremistas. Nos próximos dias, a divulgação da súmula ditará possibilidade de denúncia no TJD-RS e irá dar novos capítulos da relação áspera que parece existir no momento. O novo encontro em campo já tem data. Na noite de ontem (27), a Federação Gaúcha de Futebol oficializou 9 de março como dia do Gre-Nal.
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Em sua primeira manifestação, o presidente gremista, Romildo Bolzan Júnior, disse que o Tricolor não entraria em campo. O Inter aguardou mais de uma hora do fato para se manifestar.
Quando o fez, o presidente Alessandro Barcellos disse que concordava com o adiamento da partida, mas que precisava ser observado um possível desequilíbrio técnico. Segundo apurou o UOL Esporte, a fala caiu mal no lado oposto e gerou irritação. Posteriormente, o mandatário explicou seu argumento dizendo que concordava com a busca por um caminho comum e que qualquer desequilíbrio pouco importava frente ao ônibus do oponente apedrejado e dos jogadores feridos nos atos de violência ocorridos nas proximidades do Beira-Rio.
Já no fim da noite, com a oficialização do adiamento, Romildo não sentou à mesa com Barcellos e o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Luciano Hocsman, para conceder entrevista coletiva. Preferiu falar sozinho, antes, e foi embora. Sequer esteve presente na manifestação dos demais. Antes, na reunião ocorrida entre os mandatários dos clubes e da Federação, o gremista percebeu versões diferentes e falou em "narrativa dos fatos".
"O Inter tem uma narrativa dos fatos, de certa forma não concordamos com todas as suas narrativas, mas é um direito que ele tem de expressar aquilo que imagina do que acontece", disse Romildo. "Estamos tentando resolver isso em conjunto. O fato do Romildo não estar aqui, não podemos ver como impeditivo. Ele pensa assim e vamos, junto com os demais clubes, achar solução numa tabela apertada. A violência precisa ser um assunto ampliado, com soluções, saídas, campanhas. O fato de termos trabalhado para identificar rapidamente os responsáveis também é uma resposta para isso", explicou Barcellos.
Ao longo do sábado e no domingo, o Grêmio ampliou o discurso em lado oposto ao Inter. Informou que une provas e quer responsabilizar o Colorado pelos atos dos torcedores. Há vídeos públicos do clube mostrando os bastidores do ataque ao ônibus com riqueza de detalhes.
"O concreto é que o Grêmio vai buscar as devidas responsabilizações. O Grêmio não vai deixar passar. Se tiver procedência, do ponto de vista jurídico, vamos buscar tudo que significa o restabelecimento de punição aos culpados, de responsabilidade. Não vamos deixar passar em branco, vamos até as últimas consequências", disse o mandatário tricolor à Rádio Guaíba. "O Inter condenou rapidamente as atitudes, foi muito sensível e solidário conosco. Este registro eu faço. Mas isso não muda o regulamento e a responsabilização que possa ser feita. O Grêmio vai buscar isso", acrescentou Romildo.
O Colorado, por sua vez, afirma que está protegido pelo Estatuto do Torcedor e não teme punições. Além disso, acrescentou que a ação gremista pode acarretar na paralisação do campeonato. "O Inter não é, nem poderia ser, responsável pelo que ocorre fora do seu Estádio. Estatuto do Torcedor penaliza o cidadão/"torcedor" que promove tumulto ou pratica violência num raio de 5 quilômetros ao redor do estádio, o que não pode ser confundido com responsabilidade do clube", disse o vice jurídico Guilherme Mallet ao UOL Esporte.
"Desde o ocorrido, temos trabalhado com as autoridades para chegar em algum acordo que não prejudique tecnicamente o nosso clube. O Inter já manifestou solidariedade com o atleta e aceitou o adiamento do jogo para o melhor desfecho do campeonato. É importante que se saiba que o caminho da judicialização pode inviabilizar o término do Campeonato Gaúcho de Futebol de 2022 e principalmente sua credibilidade junto aos seu público e parceiros comerciais", completou.
O ato violento, ainda que pudesse ter como resposta imediata a união dos clubes com objetivo de garantir a segurança de todos em um ambiente saudável, parece que afastou ainda mais colorados e gremistas. Nos próximos dias, a divulgação da súmula ditará possibilidade de denúncia no TJD-RS e irá dar novos capítulos da relação áspera que parece existir no momento. O novo encontro em campo já tem data. Na noite de ontem (27), a Federação Gaúcha de Futebol oficializou 9 de março como dia do Gre-Nal.
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