Marcos Freitas / Mirassol FC / Divulgação
Em um intervalo de cinco dias, Grêmio e Inter viveram alguns dos piores momentos de suas histórias centenárias. Curiosamente pouco mais de um ano depois de ambos decidirem títulos importantes. Da pedrada que impediu o Gre-Nal de sábado às eliminações na primeira fase da Copa do Brasil para adversários de divisões inferiores, os dois principais clubes do Estado envergonharam suas torcidas, afundaram-se em crises e perderam a chance de ao menos disputar uma competição nacional. E ainda deixaram alguns milhões de reais pelo caminho. A seguir, tentamos explicar algumas razões para um começo de temporada tão ruim e quais as alternativas para sair do buraco.
No caso do Grêmio, tão ou ainda mais grave do que ter perdido para o Mirassol foi o fato de a derrota não ter sido tanta surpresa assim. De certa forma, houve inclusive uma certa conformidade com o resultado, um "azar" no sorteio. A eliminação na Copa do Brasil somou-se a uma série de maus resultados, obviamente com o rebaixamento sendo o pior. E justamente pela queda, análises já vêm sendo feitas ao menos desde novembro do ano passado.
Alguns aspectos continuam os mesmos. Há problemas no gabinete e no campo. E um tem reflexo no outro. Isso é unanimidade. Só não há segurança sobre qual é causa e qual é consequência.
"Há dois aspectos que pesam em qualquer administração. Um é o de processos, o outro é o de pessoas. Se existe algum problema, ou a forma de fazer está errada ou porque quem está fazendo está errando. Isso já falei mais de uma vez, temos problemas desde antes dos títulos. É que o bom resultado eventualmente encobre erros, assim como o mau resultado esconde coisas boas", analisa Alberto Guerra, ex-vice-presidente e ex-diretor de futebol do Grêmio.
Integrante da pasta inclusive na gestão de Romildo Bolzan, Guerra aponta que não são apenas os dois polos, campo e gabinete. Tem diversos fatores que convergem entre as duas pontas, e tudo isso precisa ser levado em conta na administração do clube. O dirigente, porém, evitou comentar questões políticas. Limitou-se a dizer que "o que se vê nas quatro linhas é 15%, 20% do todo", e demonstrou otimismo:
"Prefiro falar que o campo está em boas mãos com o técnico Roger Machado. Ele é craque."
Entretanto, outras fontes garantem que há divisão. Denis Abrahão, que assumiu o futebol para tentar salvar do rebaixamento, passa por um momento de instabilidade. Há correntes no Grêmio que entendem que o ideal é trocá-lo, seja para aglutinar movimentos ou para arejar o ambiente.
"A gente percebe que o Denis é bem intencionado, gremista, dedicado. Mas não é esse perfil que me parece ser necessário agora para o clube. Não é momento de ter uma Batalha dos Aflitos por semana, um capítulo épico em cada jogo. Isso é passado. O Grêmio precisa é mirar o futuro. Sair da Série B, em tese, não é das tarefas mais árduas, mas é necessário atualizar as ideias", diz Carlos Eduardo Lino, comentarista do SporTV.
Para isso, aponta serem necessárias contratações para dar mais equilíbrio ao time. O Grêmio manteve boa parte do grupo que caiu para a Série B, com poucas contratações (as mais notadas Janderson, Nicolas, Benítez e Bruno Alves) e algumas baixas. Além disso, o diagnóstico apresentado por Roger Machado foi o de que será preciso agregar experiência ao grupo. Pediu jogadores mais cascudos, de preferência zagueiros, laterais-direitos.
"Não podemos nos acostumar a perder", pediu Roger ao final da partida no interior paulista.
Há um Gre-Nal daqui a poucos dias para tentar reverter o quadro. Ganhar do rival foi praticamente o que restou no primeiro semestre.
#gremio #imortal #tricolor #bastidores #eliminacao
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No caso do Grêmio, tão ou ainda mais grave do que ter perdido para o Mirassol foi o fato de a derrota não ter sido tanta surpresa assim. De certa forma, houve inclusive uma certa conformidade com o resultado, um "azar" no sorteio. A eliminação na Copa do Brasil somou-se a uma série de maus resultados, obviamente com o rebaixamento sendo o pior. E justamente pela queda, análises já vêm sendo feitas ao menos desde novembro do ano passado.
Alguns aspectos continuam os mesmos. Há problemas no gabinete e no campo. E um tem reflexo no outro. Isso é unanimidade. Só não há segurança sobre qual é causa e qual é consequência.
"Há dois aspectos que pesam em qualquer administração. Um é o de processos, o outro é o de pessoas. Se existe algum problema, ou a forma de fazer está errada ou porque quem está fazendo está errando. Isso já falei mais de uma vez, temos problemas desde antes dos títulos. É que o bom resultado eventualmente encobre erros, assim como o mau resultado esconde coisas boas", analisa Alberto Guerra, ex-vice-presidente e ex-diretor de futebol do Grêmio.
Integrante da pasta inclusive na gestão de Romildo Bolzan, Guerra aponta que não são apenas os dois polos, campo e gabinete. Tem diversos fatores que convergem entre as duas pontas, e tudo isso precisa ser levado em conta na administração do clube. O dirigente, porém, evitou comentar questões políticas. Limitou-se a dizer que "o que se vê nas quatro linhas é 15%, 20% do todo", e demonstrou otimismo:
"Prefiro falar que o campo está em boas mãos com o técnico Roger Machado. Ele é craque."
Entretanto, outras fontes garantem que há divisão. Denis Abrahão, que assumiu o futebol para tentar salvar do rebaixamento, passa por um momento de instabilidade. Há correntes no Grêmio que entendem que o ideal é trocá-lo, seja para aglutinar movimentos ou para arejar o ambiente.
"A gente percebe que o Denis é bem intencionado, gremista, dedicado. Mas não é esse perfil que me parece ser necessário agora para o clube. Não é momento de ter uma Batalha dos Aflitos por semana, um capítulo épico em cada jogo. Isso é passado. O Grêmio precisa é mirar o futuro. Sair da Série B, em tese, não é das tarefas mais árduas, mas é necessário atualizar as ideias", diz Carlos Eduardo Lino, comentarista do SporTV.
Para isso, aponta serem necessárias contratações para dar mais equilíbrio ao time. O Grêmio manteve boa parte do grupo que caiu para a Série B, com poucas contratações (as mais notadas Janderson, Nicolas, Benítez e Bruno Alves) e algumas baixas. Além disso, o diagnóstico apresentado por Roger Machado foi o de que será preciso agregar experiência ao grupo. Pediu jogadores mais cascudos, de preferência zagueiros, laterais-direitos.
"Não podemos nos acostumar a perder", pediu Roger ao final da partida no interior paulista.
Há um Gre-Nal daqui a poucos dias para tentar reverter o quadro. Ganhar do rival foi praticamente o que restou no primeiro semestre.
#gremio #imortal #tricolor #bastidores #eliminacao
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