Grêmio e Inter se agarram ao Gre-Nal para superar críticas e aliviar pressões internas

Além do campo, gestões de Grêmio e Inter são questionadas pelas próprias torcidas antes do clássico de quarta-feira


Fonte: Globoesporte.com

Grêmio e Inter se agarram ao Gre-Nal para superar críticas e aliviar pressões internas
Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
Há um ano, o Grêmio decidida a Copa do Brasil de 2020. Dias antes, o Inter protagonizava com o Flamengo a briga pelo título do Brasileirão. Hoje, a Dupla se prepara para o Gre-Nal de quarta-feira, às 21h, no Beira-Rio, com as gestões sob pressão após eliminações traumáticas na primeira fase da Copa do Brasil.



O Colorado viveu um momento de decisão depois da derrota para o Globo no Rio Grande do Norte. O presidente Alessandro Barcellos demitiu o executivo Paulo Bracks, mas bancou o técnico Alexander Medina. A participação no Brasileiro passado, com o 12º lugar, também pesa no contexto.


A bagagem de 2021, no entanto, é incomparável ao lado azul. O rebaixamento na Série A ainda ecoa pelos lados da Arena e gera cobranças ao presidente Romildo Bolzan Júnior, como ocorreu nos primeiros jogos da temporada.


Clima tenso no Beira-Rio

Fracassos, atraso na reformulação do grupo, demora para contratar e renovações pontuais são alguns dos motivos que alimentam a insatisfação da torcida colorada com a gestão de Alessandro Barcellos, que assumiu o clube em janeiro de 2021.


O Inter chega ao Gre-Nal sob pressão e com a responsabilidade de obter um resultado positivo para dar uma resposta ao torcedor e amenizar o ambiente. Novo insucesso pode obrigar a direção a tomar uma nova mudança de rumo.


Pressionado após 10 partidas, Medina é o terceiro treinador contratado por Barcellos em 15 meses de trabalho. Miguel Ángel Ramírez e Diego Aguirre tiveram os contratos interrompidos. Abel Braga chegou pelas mãos do antecessor, Marcelo Medeiros.


A insatisfação do torcedor tem origem nos insucessos recentes dentro de campo. Em 2021, o Inter perdeu o título gaúcho para o Grêmio, foi eliminado da Copa do Brasil pelo Vitória, hoje na Série C, dentro do Beira-Rio, e caiu nas oitavas de final da Libertadores, também em casa.


O 12º lugar no Brasileirão trouxe a reboque a disputa da Sul-Americana em 2022. Mesmo assim, os colorados não esperavam a derrota para o Globo logo na primeira fase da Copa do Brasil. Ou seja, mais uma possibilidade de taça que se esvai rapidamente.


O presidente prometeu mudanças, mas elas vieram no singular com a demissão do executivo Paulo Bracks. A reformulação prometida pouco andou, enquanto contratos de jogadores questionados pela torcida foram renovados, como Heitor, Cuesta, Moisés e Rodrigo Lindoso, que seguiu para o Ceará.


No mercado, o clube corre atrás de dois atacantes. Wanderson, do Krasnodar, é o nome do momento. Com a saída de Paulo Bracks, o Conselho de Gestão quer acelerar a busca por reforços.


Mesmo com vitória sobre o Aimoré no último domingo, o clima no Beira-Rio sempre esteve pesado. O presidente Alessandro Barcellos e alguns jogadores foram xingados e vaiados por boa parte do público que compareceu ao estádio.


Erro de planejamento na Arena

No lado gremista, as cobranças sobre a gestão são até mais fortes. O rebaixamento em 2021 caiu como uma pedra sobre as glórias (nem tão) recentes do Grêmio. Algo admitido pelo próprio presidente Romildo Bolzan Júnior, que afirmou em entrevistas no fim do ano passado que ficaria lembrado por conta da terceira queda.


Este capítulo é determinante para entender a pressão sobre o Grêmio. A permanência de Vagner Mancini na virada da temporada manteve o clima de 2021. A demissão um dia após o fim da pré-temporada escancarou, no mínimo, uma leitura equivocada no planejamento.


A eliminação na Copa do Brasil entra também neste contexto. A competição era vista como uma maneira de incrementar receitas em 2022, mas o plano caiu logo no começo. Já treinado por Roger Machado, o time tomou a virada do Mirassol no interior paulista e foi eliminado.


Aos poucos, os questionamentos ao vice de futebol Denis Abrahão, antes muito mais do público, ganham corpo nos bastidores do clube, entre conselheiros e grupos políticos.


Aliás, em um dos primeiros jogos da temporada na Arena, na vitória sobre o São José, o clube divulgou imagens de toda a diretoria no camarote do presidente.


Mas há algumas rusgas internas entre nomes que comandam o clube. Além de caminhos que no futuro certamente se dividirão com a eleição, em novembro.


Os anos de superávit e gestão financeira responsável indicaram bom caminho, mas não foram suficiente. O que foi feito com o dinheiro também é um dos maiores questionamentos.


Nomes como Churín e Diogo Barbosa, por exemplo, contratados por altos valores - ambos na casa dos R$ 10 milhões -, hoje são reservas.


Os xingamentos presentes nas primeiras partidas da temporada até diminuíram, embora sigam no ambiente das redes sociais. Mas as críticas sobre decisões do clube se mantêm. A chegada de Roger, no entanto, foi aprovada por boa parte da torcida.


Mas com um mês para a Série B, o Grêmio ainda não tem todos os reforços pretendidos para o ano em mãos. Voltou a trabalhar no mercado justamente para encorpar o elenco.



O Gre-Nal 435 terá também o duelo de duas gestões desacreditadas. Pelo peso do clássico, se houver vencedor na quarta-feira, pode significar o empurrão para um dos lados no restante do ano.

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