Poucos jogadores ficariam tão divididos com um confronto entre Grêmio e Ypiranga quanto Saimon. Natural de Erechim, o zagueiro, hoje com 31 anos, passou a maior parte de sua carreira entre a base e o início como profissional do Tricolor.
Anos depois, vestiu a camisa canarinho por três temporadas, entre 2018 e 2020. Mas, na infância, já havia dado os primeiros passos acompanhado da bola na escolinha do time de sua terra-natal.
"Aquele primeiro sonho de ser jogador, quando comecei a entender o que era futebol, a minha primeira escolinha foi no Ypiranga. Mas não existia essa questão de competição, era mais para eu me ambientar com o ambiente do futebol. Durante a infância e adolescência, joguei futsal em Erechim, e depois fui direto para o Grêmio. Então não tive passagem por categoria de base do Ypiranga. Foi depois, a partir de 2018, que tive essa identificação com o clube porque joguei três temporadas por lá", contou Saimon em entrevista à Rádio Gaúcha.
O defensor soma mais de 50 jogos com a camisa gremista como profissional, entre 2009 e 2014. Em 2011, inclusive, chegou à seleção brasileira sub-20 e disputou o Sul-Americano da categoria. Porém, nunca se firmou entre os titulares — em 2011, chegou a emendar uma sequência de seis jogos iniciando a partida pelo Grêmio, mas jamais ostentou a condição de indiscutível.
No Ypiranga, também ultrapassou a barreira dos 50 jogos. E foi por lá que viveu a fase mais artilheira da carreira, em 2018, quando marcou seis gols em 34 partidas. Pelo Canarinho, disputou Gauchão, Série C e Copa FGF.
Pela história que construiu nas duas equipes, fica em cima do muro quanto à torcida nesta decisão do Campeonato Gaúcho.
"Tenho amigos dos dois lados. Tenho uma identificação com o Grêmio muito grande, mas espero que o Ypiranga possa fazer um grande enfrentamento na Arena, e que as coisas se encaminhem para quem realmente merecer. Vejo duas equipes merecendo o título, mas infelizmente vou ficar em cima do muro, porque gosto muito do Grêmio, que merece essa conquista até para fazer as pazes com a torcida nesta temporada, mas com certeza se for para que o Grêmio não consiga, fico feliz pelo Ypiranga também", afirmou o zagueiro.
Entre o Grêmio, clube pelo qual jogou até 2014, e o Ypiranga, em que iniciou a sua trajetória em 2018, Saimon atuou por Vitória, Figueirense, Mogi Mirim e Passo Fundo. Ainda vestiu a camisa do São Caetano entre uma passagem e outra pela equipe de Erechim.
Depois, em 2020, foi para o Vila Nova, de Goiás, e desde o ano passado joga no Londrina, que enfrentará o Tricolor na Série B.
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