O vice-prefeito de Porto Alegre, Ricardo Gomes, fez severas críticas à forma como o técnico Roger Machado repercutiu os atuais casos de racismo no futebol brasileiro em entrevista à agência francesa de notícias AFP. Para Gomes, foi uma “idiotice” o fato de Roger ter ligado a discriminação racial ao presidente Jair Bolsonaro.
“Treinador do Grêmio tem todo o direito à sua opinião política, mas se quer fazer discurso eleitoral não deveria se valer dos espaços do clube (ou o clube fica refém da ideologia de seus funcionários). Sócio paga mensalidade para ter um time jogando bem, não para fazer palanque”, disse o político, antes de acrescentar:
“Racismo é grave e o Grêmio se esforça para combatê-lo. Culpar o Presidente da República por isso é uma idiotice. Quem comandava o Brasil quando fomos excluídos da Copa do Brasil por um ato de racismo? De novo: cada qual com sua opinião. Outros treinadores já abriram suas preferências políticas. Tudo certo. Só não use o espaço do clube para isso”.
Nesta específica entrevista, Roger lamentou o crescimento do que chamou de “cultura de ódio” e avaliou que a postura de Jair Bolsonaro é “convergente” com atos de preconceito:
“Aumentam da mesma forma que os atos discriminatórios na sociedade. (…) Os que acreditam estar perdendo parte de seus privilégios nessa rede que o racismo construiu durante 500 anos reagem de forma mais agressiva. É um processo relacionado com uma cultura de ódio que vivemos com muito mais força nos últimos quatro anos no Brasil. Mas não é uma situação regional, é global”, comentou o treinador do Grêmio, antes de criticar Bolsonaro sem citar seu nome:
“Os indivíduos (racistas) que estavam escondidos (porque a sociedade os reprimia) se sentem autorizados a se manifestar segundo as posturas e pontos de vista do líder da nação, (porque estes) são convergentes. Temos que resistir, porque sua intenção é que retrocedamos, e isso não podemos permitir”.
2022, Grêmio, Roger Machado, presidente
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“Racismo é grave e o Grêmio se esforça para combatê-lo. Culpar o Presidente da República por isso é uma idiotice. Quem comandava o Brasil quando fomos excluídos da Copa do Brasil por um ato de racismo? De novo: cada qual com sua opinião. Outros treinadores já abriram suas preferências políticas. Tudo certo. Só não use o espaço do clube para isso”.
Nesta específica entrevista, Roger lamentou o crescimento do que chamou de “cultura de ódio” e avaliou que a postura de Jair Bolsonaro é “convergente” com atos de preconceito:
“Aumentam da mesma forma que os atos discriminatórios na sociedade. (…) Os que acreditam estar perdendo parte de seus privilégios nessa rede que o racismo construiu durante 500 anos reagem de forma mais agressiva. É um processo relacionado com uma cultura de ódio que vivemos com muito mais força nos últimos quatro anos no Brasil. Mas não é uma situação regional, é global”, comentou o treinador do Grêmio, antes de criticar Bolsonaro sem citar seu nome:
“Os indivíduos (racistas) que estavam escondidos (porque a sociedade os reprimia) se sentem autorizados a se manifestar segundo as posturas e pontos de vista do líder da nação, (porque estes) são convergentes. Temos que resistir, porque sua intenção é que retrocedamos, e isso não podemos permitir”.
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