Crédito: Foto: Silvio Avila / Getty Images
De início, para esclarecer o caso, a Justiça de São Paulo determinou a penhora da Arena do Grêmio, em decisão da juíza Adriana Cardoso dos Reis, da 37ª Vara Cível de São Paulo.
O caso se dá, pois veio de um pedido do Banco Santander, do Banrisul e do Banco do Brasil, financiadores da construção do estádio.
Dessa maneira, o Grêmio se manifestou, hoje, quarta-feira (14.06), sobre a decisão de penhora da Arena, em razão de dívidas da antiga OAS, agora Metha, aos três bancos citados.
Assim, a construtora não pagou um total de R$ 226,39 milhões financiados com os referidos bancos.
Nesse sentido, o Imortal publicou uma nota em seu site para acalmar os seus torcedores e garantiu que segue jogando na Arena.
Portanto, a nota também fala ainda que o Grêmio não faz parte do processo, e que tem direito a "receber a Arena livre e desembaraçada de quaisquer ônus."
"O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense vem a público se manifestar sobre a decisão proferida pela Justiça Estadual de São Paulo com relação à penhora da Arena, divulgada pela imprensa nesta terça-feira, 13.
O Clube informa que este é um assunto que vem sendo acompanhado de perto pela atual gestão, por advogados internos e externos designados para tratarem especificamente sobre o assunto.
É importante frisar que o Grêmio não é parte neste processo e que tem direito de receber a Arena livre e desembaraçada de quaisquer ônus.
Com isso, o Clube, por meio da presente nota, visa tranquilizar a sua torcida que continuará como mandante de seus jogos no estádio.
O tema seguirá merecendo a melhor da nossa atenção e, quando oportuno, a instituição poderá, eventualmente, trazer novas informações aos nossos torcedores".
"Sobre as notícias veiculadas recentemente tratando da penhora da Arena do Grêmio, a Arena Porto-Alegrense, gestora do estádio, esclarece que a penhora efetivada sobre o imóvel tem como objetivo garantir a execução da dívida movida pelos credores e assim permitir que as defesas apresentadas pelos devedores sejam apreciadas.
Portanto, trata-se de um procedimento técnico inerente ao processo. As referidas defesas têm questões substanciais, inclusive de excesso de valor em execução, que ainda receberão resposta pelo Judiciário. Vale destacar, ainda, que o imóvel Arena só pode responder por 8% da dívida, conforme estipulação contratual e que todos estes assuntos permanecem sendo discutidos judicialmente. De qualquer modo, a decisão será questionada via recurso, em razão de possíveis nulidades".
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