O jogo entre Bahia e Grêmio, neste sábado, pelo Campeonato Brasileiro, terá um cenário mais que especial para Marcelo de Lima Henrique. O árbitro de 51 anos vai apitar seu milésimo jogo da carreira e disse se sentir "privilegiado" por atingir a marca.
"Me sinto privilegiado fisicamente e mentalmente por poder ainda estar inserido no futebol pentacampeão do mundo. É muita dedicação pessoal e familiar para poder viver esse momento", declarou em entrevista à Gazeta Esportiva.
Antes de carregar um apito e cartões no bolso, o carioca Marcelo de Lima Henrique já esteve no lugar dos atletas. O juiz foi goleiro "mediano", como ele mesmo diz, na base do Bangu, do América-RJ e do Operário-MS. No entanto, largou tudo para entrar para os Fuzileiros Navais, força integrante da Marinha do Brasil.
Na época, seu pai foi contra as suas escolhas, mas foi o próprio que incentivou o filho a fazer o curso de árbitros, já que tinham conseguido 50% de bolsa para os estudos.
Desde então, Marcelo se aprofundou e se desenvolveu no cargo que defende até hoje. Seu primeiro jogo como árbitro foi em 1996, em um confronto entre Portuguesa-RJ e Bayer pelos infantis. Já na Série A do Brasileirão, estreou em 2007, na vitória do São Paulo sobre o Goiás no Morumbi.
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Em sua vasta carreira, a principal diferença que o profissional aponta em anos na arbitragem é a alta cobrança. O juiz também crê que a nova geração de profissionais trará sucesso ao futebol brasileiro.
"Hoje a arbitragem é muito preparada e obviamente mais cobrada. Temos excelentes jovens árbitros que certamente darão bons frutos", comentou.
O momento mais marcante da carreira de Marcelo de Lima Henrique aconteceu em 2013, quando apitou o triunfo do Uruguai por 3 a 2 diante da Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014. A experiência mais inusitada, porém, foi outra.
"O momento mais inusitado que já vivi foi quando minha esposa estava em trabalho de parto. Eu tive que deixar o hospital e fui apitar pela Federação do Rio de Janeiro, pois estava escalado e, naquele momento, o dinheiro do jogo era importante demais para nossa família. Assim que a partida encerrou cheguei ao hospital e, naquele instante, meu segundo filho tinha acabado de nascer", contou o árbitro.
Aos 51 anos, Marcelo tem mais quatro temporadas dentro da CBF. Nas regras para ingresso e permanência na entidade, o limite de idade é de 55 anos. Depois do prazo estipulado, ele não pensa em continuar próximo à profissão.
"Planejo trabalhar para a arbitragem. Quero devolver a ela e aos jovens que querem chegar ao topo da carreira tudo que ela me deu. Conheci vários lugares e várias pessoas, certamente a arbitragem ganhará mais um trabalhador fora das 4 linhas", finalizou.
A partida entre Bahia e Grêmio que marcará o milésimo jogo de Marcelo acontecerá neste sábado, na Arena Fonte Nova. O jogo, válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, está marcado para iniciar às 18h30 (de Brasília).
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