Enquanto o Grêmio tenta ajustar o time em campo, do outro lado do Beira-Rio o buraco é mais embaixo. O Inter fechou 2024 com uma dívida recorde de R$ 860 milhões, aumento de mais de R$ 160 milhões em apenas um ano. O valor já é tratado como impagável, e reacende com força o debate sobre a transformação do clube em SAF. O problema financeiro virou bola de neve. A cada temporada, a conta cresce e o clube vermelho segue gastando mais do que arrecada.
O próprio Conselho reconhece que a situação é urgente, já que boa parte da receita vai embora só para cobrir juros, o que estrangula investimentos em futebol. Em 2024, o Inter apresentou um déficit de R$ 34,4 milhões, mesmo após vender jogadores como nunca: foram R$ 258,3 milhões com transferências, um recorde. A diretoria tenta jogar parte da culpa nas enchentes de maio, que teriam causado prejuízo de R$ 90 milhões, segundo o clube.
Apesar do tamanho do rombo, o Conselho Deliberativo aprovou as contas sem muito alarde. Internamente, porém, a SAF começa a ganhar força como única saída viável para evitar o colapso. É o tipo de solução que o próprio rival Grêmio já estuda para outros clubes, mas que parece cada vez mais inevitável no lado vermelho.
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