Um novo impasse judicial surgiu entre o Grêmio e a Arena Porto-Alegrense, desta vez envolvendo a empresa Revee, que entrou na Justiça em busca de parte do dinheiro que o clube deixou de repassar à administradora do estádio. O pedido da empresa foi analisado pela 37ª Vara Cível de São Paulo, mas, por enquanto, a decisão foi desfavorável à Revee. A juíza Flavia Poyares Miranda negou o pedido da empresa, justificando que a compensação envolve apenas o crédito que pertence ao Grêmio, mantendo a limitação do pagamento a um terço da dívida. A empresa ainda pode recorrer da decisão.
O Grêmio, por sua vez, justificou a interrupção dos pagamentos, que totalizam cerca de R$ 10 milhões, alegando que em outubro de 2024 adquiriu parte da dívida da construção da Arena. Na ocasião, o clube desembolsou R$ 20 milhões ao Banrisul e assumiu um crédito de R$ 109 milhões que deveria ser pago pela administradora do estádio. A Arena Porto-Alegrense tem contrato de gestão até dezembro de 2033, e o Grêmio ainda deve aproximadamente R$ 150 milhões à empresa.
Além disso, a direção do clube descartou a possibilidade de fazer novos investimentos em jogadores colombianos e há especulações sobre o primeiro reforço que pretendem contratar. No ano passado, surgiu a especulação de que a administradora poderia aceitar um pagamento à vista de R$ 60 milhões, mas até o momento não houve confirmação sobre essa possibilidade.
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