É obrigação do novo presidente do Grêmio recomendar expressamente ao treinador de 2026 que utilize com prioridade os talentos vindos do sub-17. Não estou pregando que cinco ou seis destes meninos sejam titulares em fevereiro do ano que vem por decreto. Mas é imperativo que o técnico debruce um olhar especialmente atento ao que esta geração oferece. O 4x1 sobre o Atlético MG no jogo de ida das finais do Brasileirão da categoria foi sólido. Pesado. Um dos menos falados entre os titulares foi o melhor em campo. Roger, canhoto do corredor direito. Talentoso, competitivo e cobrador de falta. Os outros de quem já se esperava muito corresponderam na íntegra, mas nem isso garantirá titularidade imediata entre os profissionais. Seria precipitado e arriscado. Mas um, dois ou até três deles têm pleno potencial para observação e aproveitamento no curto ou médio prazo. Não sem, em paralelo, o clube usar a ciência para acelerar o amadurecimento muscular dos garotos. Alguns deles, de fato, são franzinos, o que não pode impedir ou atrasar seu aproveitamento. A nova direção está desafiada a não desperdiçar a rara conjugação de talentos oriundos da mesma categoria ao mesmo tempo.
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