A bola finalmente começou a rolar na Primeira Liga...
Depois de atacar a Primeira Liga, inclusive vetando a existência de jogos depois do dia 30 de janeiro, a Confederação Brasileira de Futebol recuou. Em nova nota oficial publicada em seu site, admite a realização da competição na íntegra já em 2016, embora trate como partidas amistosas. Diz que se empenhará para que esteja incluída no calendário oficial de 2017 e dá a chancela para que Flamengo e Fluminense participem, desautorizando a FERJ. Quais foram os motivos para que a CBF mudasse de postura de forma tão abrupta?
Certamente não foi um momento de iluminação vivido pelo Coronel Nunes, que, curiosamente, assinou a nota oficial que vetava a competição, mas não a que mostrou o recuo da CBF. A gestão desastrada fez com que os comandantes dessem um tiro nos próprios pés da Confederação. Em um ato conseguiram unir todas as torcidas dos clubes participantes da Primeira Liga. E fizeram com que grande parte da imprensa também se mostrasse favorável ao torneio. Uma façanha destes nobres dirigentes.
A cobertura dos primeiros jogos da Primeira Liga foi feita de uma maneira positiva e a média de público foi bem maior do que a dos Estaduais. Soma-se a estes elementos o fato de que a CBF não teria coragem para punir 15 clubes de uma só vez. Então não fomos testemunha de um ato de consciência e bom senso, mas sim uma decisão com base no que fosse mais conveniente para eles. A adequação da Primeira Liga ao calendário da CBF, assim como a aparente distensão na relação entre as instituições, faz com que a iniciativa perca força?
Não vejo por este lado, visto que a intenção da Primeira Liga nunca foi criar um novo Campeonato Brasileiro, mas sim um ambiente de união entre os clubes, para que estes, juntos, tivessem mais poder para lutar contra lógicas perversas no nosso futebol, como a discrepância nas cotas de televisão, já tratada aqui, por uma melhor organização do nosso calendário, entre inúmeros outros pontos que precisam de melhorias.
O objetivo de criar um novo ambiente político para o debate de questões importantes, com uma maior união entre os clubes, está caminhando para ser cumprido. A tendência é que mais agremiações se juntem à Primeira Liga, podendo virar a nova versão do Clube dos 13, como expliquei aqui. Se a Primeira Liga for o embrião de uma Liga Brasileira, com a união de todos os clubes, a missão terá sido cumprida de forma espetacular.
E os torcedores estão tomando consciência desta história toda. São vitórias importantes, e o recuo da CBF fortalece ainda mais estas conquistas. O nosso futebol precisava de um alento. Finalmente ele parece ter chegado.
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Certamente não foi um momento de iluminação vivido pelo Coronel Nunes, que, curiosamente, assinou a nota oficial que vetava a competição, mas não a que mostrou o recuo da CBF. A gestão desastrada fez com que os comandantes dessem um tiro nos próprios pés da Confederação. Em um ato conseguiram unir todas as torcidas dos clubes participantes da Primeira Liga. E fizeram com que grande parte da imprensa também se mostrasse favorável ao torneio. Uma façanha destes nobres dirigentes.
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Não vejo por este lado, visto que a intenção da Primeira Liga nunca foi criar um novo Campeonato Brasileiro, mas sim um ambiente de união entre os clubes, para que estes, juntos, tivessem mais poder para lutar contra lógicas perversas no nosso futebol, como a discrepância nas cotas de televisão, já tratada aqui, por uma melhor organização do nosso calendário, entre inúmeros outros pontos que precisam de melhorias.
O objetivo de criar um novo ambiente político para o debate de questões importantes, com uma maior união entre os clubes, está caminhando para ser cumprido. A tendência é que mais agremiações se juntem à Primeira Liga, podendo virar a nova versão do Clube dos 13, como expliquei aqui. Se a Primeira Liga for o embrião de uma Liga Brasileira, com a união de todos os clubes, a missão terá sido cumprida de forma espetacular.
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