Foto: Richard Ducker
Até a pé nós iremos. Sim, de apé, com o pézinho no chão, pois pretendíamos pegar carona em um glorioso, exuberante e potente trator normalmente usado para superar terrenos acidentados, além de outras adversidades, mas o tal tratou pifou. Não foram poucas tentativas para “reanimar” o querido tratorzinho, mas ele insistiu em continuar pifado. Porque ele, o trator, queria provar que a viagem de a pé é mais bela e emocionante. Queria provar que merecedores mesmo são aqueles que fazem o sacrifício e vão a pé.
Ah, querido Argel, fico imaginando o quão arrependido o senhor está por ter gravado aquele áudio, que não fez com que o teu time perdesse a partida, mas deu um gostinho especial na vitória gremista. Fico pensando o quão nervoso o senhor está com o “amigo” que divulgou a gravação, provavelmente contando vantagem por manter contato contigo e que ao compartilhar deve ter dito algo como “esse é meu técnico!”, ou “é isso aí mesmo, vamos passar por cima deles!”. Te digo, Argel, o arrependimento e a raiva fazem parte das nossas vidas, mas se serve de consolo, segue o desejo e o apoio para que tu continue o ótimo trabalho que estás fazendo, viu?! Não mude em nada! Em resumo: #FicaArgel!
Muito bem, mais aliviado em pelo menos tentar dar forças ao nosso amigo Fucks, digo que neste domingo a grande maioria, se não for exagero dizer que todos os gremistas se sentiram plenamente representados por aqueles que entraram em campo. E não é pela vitória, porque é vazio o argumento daqueles que elogiam só em caso de resultado positivo, mas sim pelo comprometimento. Não há gremista que já não tenha se imaginado jogando um Gre-Nal e fazendo o possível e o impossível para vencê-lo. Vou além: esse sentimento é mútuo entre o lado azul e o vermelho do nosso Rio Grande, no bairrismo que nos faz elevar ainda mais um clássico que já é espetacular.
Normal também que bata aquele frio na barriga ao saber que o adversário da vez é o arqui-rival. E quase sempre sai na vantagem aquele que sabe lidar com esse nervosismo ao invés de se deixar abater. Como os boleiros andam dizendo, tem lucro aquele que “sabe sofrer” com a partida. Algo que o Grêmio fez no segundo tempo, resistindo a todo custo para manter a vantagem mínima que havia conquistado.
E me arrisco em dizer que sei o motivo pelo qual os jogadores “compraram nossa briga”. Sou capaz de afirmar que isso aconteceu porque essa briga também é deles! Sou capaz de ligar este resultado com o fato de que finalmente houve, no Grêmio, a continuidade de trabalho, a permanência de atletas, e não os times descartáveis que se renovavam ano após ano. Nunca um jogador recém chegado vai entender tanto a importância do clássico do que aquele que já o tenha jogado. Só vai entender aonde errou e o que precisa corrigir a partir da segunda partida.
Essa continuidade que faz com que eles entrem em campo já sabendo da importância de um Gre-Nal é o que me faz ter esperanças no atual elenco. Por muitas vezes foi dito que jogadores do elenco atual, ou outros que por aqui passaram, não são os culpados pelo longo jejum de títulos que o Grêmio vive, e eu concordo com isso, mas a partir do momento em que eles entenderem a importância de mudar essa história e que só eles podem fazer isso, a conversa é outra.
Que os jogadores sigam sendo tão gremistas quanto cada um de nós na hora de vestir essa camisa tão pesada. Por sorte, comandados por outro gremista que sabe deixar a emoção de lado e se apegar na razão para fazer com que as coisas aconteçam da forma como planeja, ou o mais próximo disso o possível. Se continuar assim, continuaremos orgulhosos da equipe que amamos!
Além disso, é motivo de orgulho ainda maior ver que a civilidade prevalece no povo gaúcho, e nem um Gre-Nal com tantas provocações é capaz de abalar essa estrutura. Em que outro lugar existe torcida mista que resiste pacificamente a um jogo onde os nervos ficam a flor da pele? Isso vai muito além do resultado, muito além do esporte. Parabéns a todos os gremistas e colorados que colaboram para que isso aconteça. Que mais clássicos venham, se puder que o Grêmio vença todos, mas indiferente disso, que a paz sempre prevaleça!
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Ah, querido Argel, fico imaginando o quão arrependido o senhor está por ter gravado aquele áudio, que não fez com que o teu time perdesse a partida, mas deu um gostinho especial na vitória gremista. Fico pensando o quão nervoso o senhor está com o “amigo” que divulgou a gravação, provavelmente contando vantagem por manter contato contigo e que ao compartilhar deve ter dito algo como “esse é meu técnico!”, ou “é isso aí mesmo, vamos passar por cima deles!”. Te digo, Argel, o arrependimento e a raiva fazem parte das nossas vidas, mas se serve de consolo, segue o desejo e o apoio para que tu continue o ótimo trabalho que estás fazendo, viu?! Não mude em nada! Em resumo: #FicaArgel!
Muito bem, mais aliviado em pelo menos tentar dar forças ao nosso amigo Fucks, digo que neste domingo a grande maioria, se não for exagero dizer que todos os gremistas se sentiram plenamente representados por aqueles que entraram em campo. E não é pela vitória, porque é vazio o argumento daqueles que elogiam só em caso de resultado positivo, mas sim pelo comprometimento. Não há gremista que já não tenha se imaginado jogando um Gre-Nal e fazendo o possível e o impossível para vencê-lo. Vou além: esse sentimento é mútuo entre o lado azul e o vermelho do nosso Rio Grande, no bairrismo que nos faz elevar ainda mais um clássico que já é espetacular.
Normal também que bata aquele frio na barriga ao saber que o adversário da vez é o arqui-rival. E quase sempre sai na vantagem aquele que sabe lidar com esse nervosismo ao invés de se deixar abater. Como os boleiros andam dizendo, tem lucro aquele que “sabe sofrer” com a partida. Algo que o Grêmio fez no segundo tempo, resistindo a todo custo para manter a vantagem mínima que havia conquistado.
E me arrisco em dizer que sei o motivo pelo qual os jogadores “compraram nossa briga”. Sou capaz de afirmar que isso aconteceu porque essa briga também é deles! Sou capaz de ligar este resultado com o fato de que finalmente houve, no Grêmio, a continuidade de trabalho, a permanência de atletas, e não os times descartáveis que se renovavam ano após ano. Nunca um jogador recém chegado vai entender tanto a importância do clássico do que aquele que já o tenha jogado. Só vai entender aonde errou e o que precisa corrigir a partir da segunda partida.
Essa continuidade que faz com que eles entrem em campo já sabendo da importância de um Gre-Nal é o que me faz ter esperanças no atual elenco. Por muitas vezes foi dito que jogadores do elenco atual, ou outros que por aqui passaram, não são os culpados pelo longo jejum de títulos que o Grêmio vive, e eu concordo com isso, mas a partir do momento em que eles entenderem a importância de mudar essa história e que só eles podem fazer isso, a conversa é outra.
Que os jogadores sigam sendo tão gremistas quanto cada um de nós na hora de vestir essa camisa tão pesada. Por sorte, comandados por outro gremista que sabe deixar a emoção de lado e se apegar na razão para fazer com que as coisas aconteçam da forma como planeja, ou o mais próximo disso o possível. Se continuar assim, continuaremos orgulhosos da equipe que amamos!
Além disso, é motivo de orgulho ainda maior ver que a civilidade prevalece no povo gaúcho, e nem um Gre-Nal com tantas provocações é capaz de abalar essa estrutura. Em que outro lugar existe torcida mista que resiste pacificamente a um jogo onde os nervos ficam a flor da pele? Isso vai muito além do resultado, muito além do esporte. Parabéns a todos os gremistas e colorados que colaboram para que isso aconteça. Que mais clássicos venham, se puder que o Grêmio vença todos, mas indiferente disso, que a paz sempre prevaleça!
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Comentários
Comentários (2)
Ótimo texto! Feliz nas palavras e contextualização.
Dale grêmio
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