Um dos grandes problemas para a decadência do nosso futebol é que todos – incluo aí técnicos, jornalistas e torcedores – pararam de ser exigentes com o desempenho dos nossos jogadores e das equipes e de cobrar sempre o melhor futebol e bons jogos. Infelizmente, hoje, quem reclama por uma melhor qualidade do esporte é taxado de chato e saudosista, além de ter de ouvir que "o futebol mudou" ou o arrogante "você jogou onde?".
Trocamos a exigência de qualidade pelo imediatismo. O que vale agora é o jogo da próxima rodada ou até os próximos cinco minutos. Não temos mais vitórias, temos atos “heróicos” e “históricos”– mesmo nos triunfos que ocorrem na primeira rodada do Campeonato Estadual – e vemos o surgimento de um craque por semana. Do mesmo jeito, uma simples derrota já é classificada como um desastre ou vexame.
Não consigo entender a razão de torcedores – e também jogadores – vibrarem, como se fosse um gol, quando um “perna de pau”, sozinho, dá um chutão para a lateral ou um carrinho no meio do campo e joga a bola para fora em um lance ainda no campo do adversário. Fico chocado também quando a torcida começa a gritar: "Raça! Raça! Raça!". O certo seria gritar "Queremos futebol!".
Por isso, perde-se muito tempo falando do empenho e da entrega de um jogador na partida, mesmo se tecnicamente ele não acrescentou nada ao time. Não sei a razão, mas em qualquer má partida de um jogador bom tecnicamente ele é taxado de alguém sem alma e que precisa se esforçar mais.
Também não me conformo com algumas expressões, cada vez mais usadas, que tentam minimizar a pouca qualidade dos jogadores. "Ele é atacante, mas tem um sério problema na hora de finalizar e ajuda muito a defesa."
Fico pensando como o jogador pode jogar no ataque e não saber finalizar? Ele simplesmente não executa sua função básica. Se ele tem velocidade, sabe driblar e até consegue deixar os colegas na cara do gol e é também um bom marcador, que seja deslocado, então, para outra posição. Não adianta ele ficar perto do gol, pois, quando a bola sobrar e ele precisar fazer o gol, ele vai chutar a bola na arquibancada. Tem que se cobrar que um atacante saiba finalizar e que tenha técnica para fazer o gol, principalmente hoje em dia, quando as oportunidades de gols são cada vez mais raras.
O mesmo se aplica àquele esforçado volante que não acerta um simples passe de 20 centímetros. Do que adianta elogiar o jogador pela sua eficiência na marcação, se logo depois de tomar a bola ele vai entregá-la para o adversário.
O imediatismo que toma conta do nosso futebol criou também duas classes de treinadores; "o durão" e o "vida curta". No primeiro caso, o técnico tem mais fama de ser disciplinador do que por seus conhecimentos, já no segundo quando se contrata o treinador já se sabe que será dispensado depois de cinco ou seis resultados positivos porque haverá um desgaste com o elenco.
O imediatismo também está gerando uma geração de torcedores bipolares. Não há, por exemplo, nenhuma torcida dos times que estão nas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro que não tenha transformado seu time na melhor equipe do planeta e logo em seguida tende a chamá-lo de pior equipe do torneio, fazendo as contas de quantos pontos o clube precisa para escapar do rebaixamento. Nesse momento, o melhor elenco do Brasileiro se transforma em um amontoado de jogadores; o técnico especialista em modificações durante a partida se reduz a um inventor que vai afundar o time.
A atual campanha do futebol brasileiro nos Jogos Olímpicos do Rio mostra bem isso. Após as duas primeiras rodadas, o time masculino era ridicularizado e o das meninas, exaltado. De repente, o masculino, para alguns, se tornou “o melhor time da competição”, e o feminino foi reduzido a um time sem alternativas, que não consegue marcar gols, somente porque perdeu a chance de disputar uma final e perdeu a chance de ganhar uma medalha.
Só a exigência de mais qualidade vai fazer o nosso futebol voltar aos melhores dias. O imediatismo só está nos trazendo alegrias efêmeras e derrotas históricas.
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Trocamos a exigência de qualidade pelo imediatismo. O que vale agora é o jogo da próxima rodada ou até os próximos cinco minutos. Não temos mais vitórias, temos atos “heróicos” e “históricos”– mesmo nos triunfos que ocorrem na primeira rodada do Campeonato Estadual – e vemos o surgimento de um craque por semana. Do mesmo jeito, uma simples derrota já é classificada como um desastre ou vexame.
Não consigo entender a razão de torcedores – e também jogadores – vibrarem, como se fosse um gol, quando um “perna de pau”, sozinho, dá um chutão para a lateral ou um carrinho no meio do campo e joga a bola para fora em um lance ainda no campo do adversário. Fico chocado também quando a torcida começa a gritar: "Raça! Raça! Raça!". O certo seria gritar "Queremos futebol!".
Por isso, perde-se muito tempo falando do empenho e da entrega de um jogador na partida, mesmo se tecnicamente ele não acrescentou nada ao time. Não sei a razão, mas em qualquer má partida de um jogador bom tecnicamente ele é taxado de alguém sem alma e que precisa se esforçar mais.
Também não me conformo com algumas expressões, cada vez mais usadas, que tentam minimizar a pouca qualidade dos jogadores. "Ele é atacante, mas tem um sério problema na hora de finalizar e ajuda muito a defesa."
Fico pensando como o jogador pode jogar no ataque e não saber finalizar? Ele simplesmente não executa sua função básica. Se ele tem velocidade, sabe driblar e até consegue deixar os colegas na cara do gol e é também um bom marcador, que seja deslocado, então, para outra posição. Não adianta ele ficar perto do gol, pois, quando a bola sobrar e ele precisar fazer o gol, ele vai chutar a bola na arquibancada. Tem que se cobrar que um atacante saiba finalizar e que tenha técnica para fazer o gol, principalmente hoje em dia, quando as oportunidades de gols são cada vez mais raras.
O mesmo se aplica àquele esforçado volante que não acerta um simples passe de 20 centímetros. Do que adianta elogiar o jogador pela sua eficiência na marcação, se logo depois de tomar a bola ele vai entregá-la para o adversário.
O imediatismo que toma conta do nosso futebol criou também duas classes de treinadores; "o durão" e o "vida curta". No primeiro caso, o técnico tem mais fama de ser disciplinador do que por seus conhecimentos, já no segundo quando se contrata o treinador já se sabe que será dispensado depois de cinco ou seis resultados positivos porque haverá um desgaste com o elenco.
O imediatismo também está gerando uma geração de torcedores bipolares. Não há, por exemplo, nenhuma torcida dos times que estão nas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro que não tenha transformado seu time na melhor equipe do planeta e logo em seguida tende a chamá-lo de pior equipe do torneio, fazendo as contas de quantos pontos o clube precisa para escapar do rebaixamento. Nesse momento, o melhor elenco do Brasileiro se transforma em um amontoado de jogadores; o técnico especialista em modificações durante a partida se reduz a um inventor que vai afundar o time.
A atual campanha do futebol brasileiro nos Jogos Olímpicos do Rio mostra bem isso. Após as duas primeiras rodadas, o time masculino era ridicularizado e o das meninas, exaltado. De repente, o masculino, para alguns, se tornou “o melhor time da competição”, e o feminino foi reduzido a um time sem alternativas, que não consegue marcar gols, somente porque perdeu a chance de disputar uma final e perdeu a chance de ganhar uma medalha.
Só a exigência de mais qualidade vai fazer o nosso futebol voltar aos melhores dias. O imediatismo só está nos trazendo alegrias efêmeras e derrotas históricas.
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