A novela envolvendo o zagueiro Xandão e o Anzhi Makhachkala acabou, pelo menos na visão do jogador, que confirmou a rescisão de contrato. No fim do ano, o clube trocou de dono e as coisas começaram a mudar de uma hora para outra. O novo proprietário anunciou corte em investimentos, além da saída dos jogadores mais caros, principalmente os estrangeiros. Desde então, o brasileiro não teve mais oportunidades, reclama de atrasos em pagamentos e está livre para buscar outro time. A janela no Velho Continente está fechada, o retorno ao Brasil seria uma opção (janela fecha no dia 4 de abril). Grêmio e Chapecoense fizeram sondagens, mas não chegou nenhuma proposta oficial.
Xandão conta em detalhes como foi o processo de rescisão de contrato na Rússia. De acordo com o jogador, o dono do Anzhi Makhachkala não estava disposto a pagar todos os salários que ele teria para receber por dois anos e meio que ainda tinha de contrato. Queria pagar apenas os atrasados, o que o brasileiro não aceitou e iniciou o processo para se livrar do clube russo.
– Acabei rescindindo o contrato com o clube por justa causa e vou tentar explicar os principais motivos. Após passar as férias de fim de ano no Brasil, me reapresentei no dia 10 de janeiro e, desde então, começaram os problemas. Assim que retornamos às atividades, o novo dono do clube, que assumiu em dezembro, nos informou que não contava mais com os estrangeiros. Como a maioria dos estrangeiros tinha contrato curto, que acabava no meio deste ano ou em 2018, eles resolveram aceitar o acordo e saíram. No meu caso, porém, não era justo porque eu tinha mais dois anos e meio de contrato e o acordo que eles propuseram era pagar apenas os salários atrasados, o que era totalmente inaceitável. Resolvi continuar no clube e cumprir o contrato, mas eles começaram a descumprir uma série de obrigações e me pressionaram. Até 31 de janeiro, último dia da janela europeia, me colocaram para treinar separado e até cheguei a jogar duas partidas pela equipe sub-19. Depois desse período, me reintegraram ao elenco, mas não me utilizavam nos amistosos da pré-temporada. Além disso, eles não pagaram os compromissos contratuais e meu advogado notificou o Anzhi sobre as pendências várias vezes. Como o clube ignorou todas os meus pedidos e notificações, não tive alternativa e rescindi o contrato por justa causa. Agora buscarei meus direitos nos tribunais da Fifa e estou livre para atuar por qualquer equipe - afirmou Xandão ao GloboEsporte.com.
Xandão garante que participou de forma normal dos treinamentos do Anzhi Makhachkala antes de deixar o clube, porém não disputou partidas pela equipe. Questionado sobre um possível retorno ao Brasil, até por conta da viabilidade da janela, o zagueiro trata com carinho essa opção, mas evita falar em negociação com qualquer clube:
- A pressão nesses últimos meses foi bem desgastante e eu peguei alguns dias de folga para descansar com a família e recarregar as energias. Nunca tinha passado por isso e foi muito difícil, mas já deu para colocar a cabeça no lugar e agora estou me condicionando para estar bem preparado para o meu próximo clube. Já recebemos algumas propostas do Brasil e estou pensando com carinho sobre a possibilidade de retornar ao país. Estou conversando bastante com o meu empresário, Renato Figueiredo, e com a minha família para tomar a melhor decisão. Também estou prestes a pegar o passaporte italiano e isso aumentaria a minha chance de atuar por algum clube da Europa sem precisar ocupar a vaga de estrangeiro.
O novo proprietário do Anzhi Makhachkala é Osman Kadiev, que tem como promessa desenvolver o futebol e dar oportunidade para jogadores da região do Daguestão. Várias mudanças aconteceram na diretoria do clube com a chegada do novo dono. Além da saída de alguns jogadores, o técnico Pavel também foi demitido junto com toda a sua comissão técnica. O time russo ganhou fama quando foi comprado por Suleyman Kerimov, que chegou a contratar jogadores como Eto'o e Roberto Carlos.
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Xandão conta em detalhes como foi o processo de rescisão de contrato na Rússia. De acordo com o jogador, o dono do Anzhi Makhachkala não estava disposto a pagar todos os salários que ele teria para receber por dois anos e meio que ainda tinha de contrato. Queria pagar apenas os atrasados, o que o brasileiro não aceitou e iniciou o processo para se livrar do clube russo.
– Acabei rescindindo o contrato com o clube por justa causa e vou tentar explicar os principais motivos. Após passar as férias de fim de ano no Brasil, me reapresentei no dia 10 de janeiro e, desde então, começaram os problemas. Assim que retornamos às atividades, o novo dono do clube, que assumiu em dezembro, nos informou que não contava mais com os estrangeiros. Como a maioria dos estrangeiros tinha contrato curto, que acabava no meio deste ano ou em 2018, eles resolveram aceitar o acordo e saíram. No meu caso, porém, não era justo porque eu tinha mais dois anos e meio de contrato e o acordo que eles propuseram era pagar apenas os salários atrasados, o que era totalmente inaceitável. Resolvi continuar no clube e cumprir o contrato, mas eles começaram a descumprir uma série de obrigações e me pressionaram. Até 31 de janeiro, último dia da janela europeia, me colocaram para treinar separado e até cheguei a jogar duas partidas pela equipe sub-19. Depois desse período, me reintegraram ao elenco, mas não me utilizavam nos amistosos da pré-temporada. Além disso, eles não pagaram os compromissos contratuais e meu advogado notificou o Anzhi sobre as pendências várias vezes. Como o clube ignorou todas os meus pedidos e notificações, não tive alternativa e rescindi o contrato por justa causa. Agora buscarei meus direitos nos tribunais da Fifa e estou livre para atuar por qualquer equipe - afirmou Xandão ao GloboEsporte.com.
Xandão garante que participou de forma normal dos treinamentos do Anzhi Makhachkala antes de deixar o clube, porém não disputou partidas pela equipe. Questionado sobre um possível retorno ao Brasil, até por conta da viabilidade da janela, o zagueiro trata com carinho essa opção, mas evita falar em negociação com qualquer clube:
- A pressão nesses últimos meses foi bem desgastante e eu peguei alguns dias de folga para descansar com a família e recarregar as energias. Nunca tinha passado por isso e foi muito difícil, mas já deu para colocar a cabeça no lugar e agora estou me condicionando para estar bem preparado para o meu próximo clube. Já recebemos algumas propostas do Brasil e estou pensando com carinho sobre a possibilidade de retornar ao país. Estou conversando bastante com o meu empresário, Renato Figueiredo, e com a minha família para tomar a melhor decisão. Também estou prestes a pegar o passaporte italiano e isso aumentaria a minha chance de atuar por algum clube da Europa sem precisar ocupar a vaga de estrangeiro.
O novo proprietário do Anzhi Makhachkala é Osman Kadiev, que tem como promessa desenvolver o futebol e dar oportunidade para jogadores da região do Daguestão. Várias mudanças aconteceram na diretoria do clube com a chegada do novo dono. Além da saída de alguns jogadores, o técnico Pavel também foi demitido junto com toda a sua comissão técnica. O time russo ganhou fama quando foi comprado por Suleyman Kerimov, que chegou a contratar jogadores como Eto'o e Roberto Carlos.
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Comentários
Comentários (3)
esse xandao era zagueiro do Sao Paulo era bom zagueiro
Quem é esse Xandão? Nunca ouvi falar, só se for pro banco. Mas o quê o Grêmio tem a ver com essa história toda?
DESBLOQUEAMOS OS CANAIS PREMIERE, TELECINE, HBO, COMBATE, CANAIS ADULTOS E BBB PARA ASSINANTES DE TV POR ASSINATURA DE QUALQUER LUGAR DO BRASIL E TAMBÉM REDUZIMOS O VALOR DA FATURA.
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