Chimarrão é o parceiro dos jogadores do Grêmio nas viagens (Foto: Reprodução / Instagram)
Com média de um jogo a cada três dias em seu horizonte, o Grêmio adotou o regime de concentração em um hotel na zona norte de Porto Alegre como "segunda casa" no mês de abril. Entre decisões pelo Gauchão e compromissos na Libertadores, o técnico Renato Portaluppi já informou aos jogadores que será preciso manter o foco e deu até nome ao "confinamento", batizado de "operação carne fraca" pelo comandante. E, para "sobreviver" a esse cotidiano, o elenco gremista reveza entre carteado e séries de televisão.
A maioria do grupo apela para o pôquer. Com apostas ou não, são inúmeras as vezes que os jogadores postam fotos e vídeos em suas redes sociais em uma mesa de carteado. O jogo sequer se limita aos quartos. Durante a viagem para o jogo com o São Paulo-RS, em Rio Grande, na última rodada da primeira fase do Gauchão, o volante Arthur mostrou um duelo com Fernandinho, Leonardo e Bressan, entre outros.
– Temos uma turma que gosta de jogar. Às vezes, jogamos na concentração. É um passatempo para reunir a galera e se divertir. Também têm outros esportes. Nos momentos livres e certos, procuro sair do futebol. Acho que é importante – comenta Ramiro.
Na turma do carteado, formou-se uma rivalidade. Segundo o zagueiro Kannemann, a parceria sólida na zaga com Geromel se reflete no extracampo. Ele exalta a descontração e carisma do "Geromito", como se refere. Porém, na mesa de jogo, surgiu uma rivalidade entre Brasil e Argentina. E, somente neste caso, a dupla se desfaz. Kannemann "adota" Edílson como conterrâneo para enfrentar Geromel e Ramiro.
Quase sempre jogamos carta na concentração e temos uma rivalidade muito grande entre Brasil e Argentina. Geromel e Ramirinho estão sempre contra mim. Tive que fazer uma parceria com o Edílson. Cada vez que uma dupla perde, saltamos, brincamos, dançamos.
Kannemann, zagueiro do Grêmio
– Quase sempre jogamos carta na concentração e temos uma rivalidade muito grande entre Brasil e Argentina. Geromel e Ramirinho estão sempre contra mim. Tive que fazer uma parceria com o Edílson. Cada vez que uma dupla perde, saltamos, brincamos, dançamos – diverte-se Kannemann.
Há também a turma do videogame e aquela que prefere ficar mais reservada ao celular, conta o goleiro Marcelo Grohe, que aceita ficar "10, 30 dias concentrado se for para acabar campeão".
O chimarrão é o companheiro de muitos, assim como jogos pela TV. O atacante Luan prefere os seriados. No momento, ele assiste a Prison Break – um irmão ajuda o outro a fugir de uma prisão após ser sentenciado à pena de morte por um crime que supostamente não cometeu.
– A maioria joga pôquer, mas não sei jogar. Fico vendo filme, série. É o que tem para fazer. Eu vejo Prison Break, essa é top, prisão, ver como ele saiu. Essas séries assim eu gosto muito – explica Luan.
Até mesmo membros da comissão técnica que, teoricamente, não precisariam acompanhar os jogadores no regime de concentração, participam. O principal exemplo é a nutricionista Katiuce Borges, que controla a dieta dos atletas no período. O argumento até foi usado por Renato para justificar a antecipação da reunião do grupo para os jogos. Além das "horas de sono a mais", o treinador citou a "boa alimentação" como fator preponderante na preparação. O exemplo seguido à risca no título da Copa do Brasil é o fio condutor para retomar a hegemonia estadual.
– Temos que ter a atenção da Copa do Brasil. É a estratégia que estou usando, podem perguntar: "por que a concentração dois dias antes?". Porque é hora decisiva, faltam seis jogos para ser campeão. O que podemos fazer pelo grupo, estamos fazendo. São 30 dias para um título depois de seis anos. Não é nem sacrifício, é profissionalismo – explicou Renato no fim de março.
O único gremista que não tem a rotina alterada é o próprio comandante. Assim como nas outras duas ocasiões nas quais treinou o Tricolor, Renato mora no hotel que serve de concentração ao time, na zona norte de Porto Alegre. Em entrevistas anteriores, já explicou que a própria idolatria pelo protagonismo no título mundial de 1983 não lhe permite ir muito a público. Gosta de afirmar que seu cotidiano se resume a hotel-treino-Arena-viagem-hotel.
Com a chave virada para a Libertadores e devidamente concentrado, o Grêmio volta aos treinos na tarde desta segunda-feira – o grupo já havia trabalhado na manhã de domingo, horas depois da goleada por 5 a 0 sobre o Veranópolis, pelo Gauchão. Na terça, o Tricolor recebe o Deportes Iquique, do Chile, pela segunda rodada da fase de grupos da competição continental. A bola rola às 21h45, na Arena.
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Com média de um jogo a cada três dias em seu horizonte, o Grêmio adotou o regime de concentração em um hotel na zona norte de Porto Alegre como "segunda casa" no mês de abril. Entre decisões pelo Gauchão e compromissos na Libertadores, o técnico Renato Portaluppi já informou aos jogadores que será preciso manter o foco e deu até nome ao "confinamento", batizado de "operação carne fraca" pelo comandante. E, para "sobreviver" a esse cotidiano, o elenco gremista reveza entre carteado e séries de televisão.
A maioria do grupo apela para o pôquer. Com apostas ou não, são inúmeras as vezes que os jogadores postam fotos e vídeos em suas redes sociais em uma mesa de carteado. O jogo sequer se limita aos quartos. Durante a viagem para o jogo com o São Paulo-RS, em Rio Grande, na última rodada da primeira fase do Gauchão, o volante Arthur mostrou um duelo com Fernandinho, Leonardo e Bressan, entre outros.
– Temos uma turma que gosta de jogar. Às vezes, jogamos na concentração. É um passatempo para reunir a galera e se divertir. Também têm outros esportes. Nos momentos livres e certos, procuro sair do futebol. Acho que é importante – comenta Ramiro.
Na turma do carteado, formou-se uma rivalidade. Segundo o zagueiro Kannemann, a parceria sólida na zaga com Geromel se reflete no extracampo. Ele exalta a descontração e carisma do "Geromito", como se refere. Porém, na mesa de jogo, surgiu uma rivalidade entre Brasil e Argentina. E, somente neste caso, a dupla se desfaz. Kannemann "adota" Edílson como conterrâneo para enfrentar Geromel e Ramiro.
Quase sempre jogamos carta na concentração e temos uma rivalidade muito grande entre Brasil e Argentina. Geromel e Ramirinho estão sempre contra mim. Tive que fazer uma parceria com o Edílson. Cada vez que uma dupla perde, saltamos, brincamos, dançamos.
Kannemann, zagueiro do Grêmio
– Quase sempre jogamos carta na concentração e temos uma rivalidade muito grande entre Brasil e Argentina. Geromel e Ramirinho estão sempre contra mim. Tive que fazer uma parceria com o Edílson. Cada vez que uma dupla perde, saltamos, brincamos, dançamos – diverte-se Kannemann.
Há também a turma do videogame e aquela que prefere ficar mais reservada ao celular, conta o goleiro Marcelo Grohe, que aceita ficar "10, 30 dias concentrado se for para acabar campeão".
O chimarrão é o companheiro de muitos, assim como jogos pela TV. O atacante Luan prefere os seriados. No momento, ele assiste a Prison Break – um irmão ajuda o outro a fugir de uma prisão após ser sentenciado à pena de morte por um crime que supostamente não cometeu.
– A maioria joga pôquer, mas não sei jogar. Fico vendo filme, série. É o que tem para fazer. Eu vejo Prison Break, essa é top, prisão, ver como ele saiu. Essas séries assim eu gosto muito – explica Luan.
Até mesmo membros da comissão técnica que, teoricamente, não precisariam acompanhar os jogadores no regime de concentração, participam. O principal exemplo é a nutricionista Katiuce Borges, que controla a dieta dos atletas no período. O argumento até foi usado por Renato para justificar a antecipação da reunião do grupo para os jogos. Além das "horas de sono a mais", o treinador citou a "boa alimentação" como fator preponderante na preparação. O exemplo seguido à risca no título da Copa do Brasil é o fio condutor para retomar a hegemonia estadual.
– Temos que ter a atenção da Copa do Brasil. É a estratégia que estou usando, podem perguntar: "por que a concentração dois dias antes?". Porque é hora decisiva, faltam seis jogos para ser campeão. O que podemos fazer pelo grupo, estamos fazendo. São 30 dias para um título depois de seis anos. Não é nem sacrifício, é profissionalismo – explicou Renato no fim de março.
O único gremista que não tem a rotina alterada é o próprio comandante. Assim como nas outras duas ocasiões nas quais treinou o Tricolor, Renato mora no hotel que serve de concentração ao time, na zona norte de Porto Alegre. Em entrevistas anteriores, já explicou que a própria idolatria pelo protagonismo no título mundial de 1983 não lhe permite ir muito a público. Gosta de afirmar que seu cotidiano se resume a hotel-treino-Arena-viagem-hotel.
Com a chave virada para a Libertadores e devidamente concentrado, o Grêmio volta aos treinos na tarde desta segunda-feira – o grupo já havia trabalhado na manhã de domingo, horas depois da goleada por 5 a 0 sobre o Veranópolis, pelo Gauchão. Na terça, o Tricolor recebe o Deportes Iquique, do Chile, pela segunda rodada da fase de grupos da competição continental. A bola rola às 21h45, na Arena.
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