Equatoriano tem oito gols nesta temporada e virou titular após lesão de Douglas
Miller Bolaños completa, neste domingo (7), 15 meses de Grêmio. Da contratação estrangeira mais cara de 2016 a artilheiro e peça-chave no atual time tricolor, o equatoriano tem uma trajetória em solo brasileiro marcada por situações atípicas. Do jatinho para fechar negócio no Equador à lesão séria na mandíbula. Do retorno difícil ao gol do título da Copa do Brasil. E do lugar conquistado em meio às transformações da equipe com Renato Gaúcho.
Com oito gols em 2017, Bolaños tomou de Luan e Pedro Rocha a condição de decisivo. Atualmente em tratamento após lesão muscular, Miller deve perder a estreia no Brasileirão. O problema em nada abala o status: um jogador com técnica, inteligência e leitura de jogo para ocupar e atacar espaços.
Filme em Guaiaquil
Em fevereiro do ano passado, o Grêmio montou uma operação complexa para fechar com Bolaños. Depois de abrir tratativas, o Tricolor enviou emissários ao Equador às pressas. A viagem ocorreu em um jatinho do empresário Celso Rigo, investidor parceiro do clube em outras negociações.
Em Guaiaquil, a comitiva do Grêmio fez coisas que cabem em um filme de Hollywood. A maratona começou com uma reunião de quase três horas na casa do presidente do Emelec. Durante o encontro, houve teleconferência com outras partes do negócio e, depois, impressão do contrato no escritório do mandatário. A corrida contra o tempo era para não perder a disputa com o futebol inglês.
O Emelec foi procurado pelo Southampton com uma oferta por Miller Bolaños. O Grêmio deu plantão na casa do presidente enquanto representantes dos ingleses tentavam aproximação. A casa do agente do atleta foi a parada seguinte. Dias antes, o empresário já havia visitado a Arena e acertado bases salariais com o Tricolor. O contrato, que encerrou a operação em solo equatoriano, foi assinado às 4h30, no horário local.
"O processo de adaptação pesou muito (no negócio). O Miller já havia saído do Equador e acabou voltando depois. No Grêmio, ele tinha a chance de avançar na carreira", conta Rui Costa, então diretor executivo de futebol. "Nós levamos fotos e vídeos de Porto Alegre, apresentamos o país. A relação foi forte e a aproximação adequada", completou.
Um ano difícil
Bolaños chegou a Porto Alegre badalado e teve pouco tempo para aproveitar a euforia e esperança que criou. O choque com William, em 6 de fevereiro, quebrou a mandíbula e obrigou o meia-atacante a encarar cirurgia. Depois isso, mergulhou em uma rotina com dieta a base de líquidos.
Voltou fora de ritmo, abaixo do esperado pela comissão técnica então liderada por Roger Machado. Os problemas não impediram que ele marcasse duas vezes na campanha que deu o pentacampeonato da Copa do Brasil. No jogo de ida contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, e na finalíssima contra o Atlético-MG, em Porto Alegre.
Com tudo na atual temporada
Em 2017, Bolaños pôde iniciar do zero e junto com todo o elenco. A participação dele na pré-temporada serviu para completar a adaptação. Participativo, o equatoriano surpreendeu aos colegas pela mudança de postura.
"Antes não é que não estava ambientado, mas por ser estrangeiro e falar pouco a língua... Vejo ele mais solto, extrovertido, brincando até no grupo do WhatsApp", comentou Rafael Thyere em meio a boa sequência de atuações do equatoriano.
O camisa 23 ainda teve sorte no azar alheio. A lesão de Douglas, que rompeu ligamento do joelho, abriu uma avenida para entrada no time. Quando Miller Bolaños ganhou a chance, não decepcionou. Com ótimas atuações, virou titular rapidamente. Variando de função com Luan, ajudou o Grêmio a ter os melhores momentos na temporada até aqui.
Adaptado e artilheiro do Grêmio, Bolaños é uma das esperanças para equilibrar um time que oscilou nas últimas semanas.
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Com oito gols em 2017, Bolaños tomou de Luan e Pedro Rocha a condição de decisivo. Atualmente em tratamento após lesão muscular, Miller deve perder a estreia no Brasileirão. O problema em nada abala o status: um jogador com técnica, inteligência e leitura de jogo para ocupar e atacar espaços.
Filme em Guaiaquil
Em fevereiro do ano passado, o Grêmio montou uma operação complexa para fechar com Bolaños. Depois de abrir tratativas, o Tricolor enviou emissários ao Equador às pressas. A viagem ocorreu em um jatinho do empresário Celso Rigo, investidor parceiro do clube em outras negociações.
Em Guaiaquil, a comitiva do Grêmio fez coisas que cabem em um filme de Hollywood. A maratona começou com uma reunião de quase três horas na casa do presidente do Emelec. Durante o encontro, houve teleconferência com outras partes do negócio e, depois, impressão do contrato no escritório do mandatário. A corrida contra o tempo era para não perder a disputa com o futebol inglês.
O Emelec foi procurado pelo Southampton com uma oferta por Miller Bolaños. O Grêmio deu plantão na casa do presidente enquanto representantes dos ingleses tentavam aproximação. A casa do agente do atleta foi a parada seguinte. Dias antes, o empresário já havia visitado a Arena e acertado bases salariais com o Tricolor. O contrato, que encerrou a operação em solo equatoriano, foi assinado às 4h30, no horário local.
"O processo de adaptação pesou muito (no negócio). O Miller já havia saído do Equador e acabou voltando depois. No Grêmio, ele tinha a chance de avançar na carreira", conta Rui Costa, então diretor executivo de futebol. "Nós levamos fotos e vídeos de Porto Alegre, apresentamos o país. A relação foi forte e a aproximação adequada", completou.
Um ano difícil
Bolaños chegou a Porto Alegre badalado e teve pouco tempo para aproveitar a euforia e esperança que criou. O choque com William, em 6 de fevereiro, quebrou a mandíbula e obrigou o meia-atacante a encarar cirurgia. Depois isso, mergulhou em uma rotina com dieta a base de líquidos.
Voltou fora de ritmo, abaixo do esperado pela comissão técnica então liderada por Roger Machado. Os problemas não impediram que ele marcasse duas vezes na campanha que deu o pentacampeonato da Copa do Brasil. No jogo de ida contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, e na finalíssima contra o Atlético-MG, em Porto Alegre.
Com tudo na atual temporada
Em 2017, Bolaños pôde iniciar do zero e junto com todo o elenco. A participação dele na pré-temporada serviu para completar a adaptação. Participativo, o equatoriano surpreendeu aos colegas pela mudança de postura.
"Antes não é que não estava ambientado, mas por ser estrangeiro e falar pouco a língua... Vejo ele mais solto, extrovertido, brincando até no grupo do WhatsApp", comentou Rafael Thyere em meio a boa sequência de atuações do equatoriano.
O camisa 23 ainda teve sorte no azar alheio. A lesão de Douglas, que rompeu ligamento do joelho, abriu uma avenida para entrada no time. Quando Miller Bolaños ganhou a chance, não decepcionou. Com ótimas atuações, virou titular rapidamente. Variando de função com Luan, ajudou o Grêmio a ter os melhores momentos na temporada até aqui.
Adaptado e artilheiro do Grêmio, Bolaños é uma das esperanças para equilibrar um time que oscilou nas últimas semanas.
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Comentários
Comentários (3)
bolonos matador fazedor de gos
se bolanhos jogar na posição que ele jogava no equador ele vira o maior goleador de todos os tempos.
você é o cara.
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Aplicativo Gremio Avalanche
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