Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
Se o roteiro sonhado pela torcida se cumprisse, Fernandinho assistiria sentado entre os reservas o jogo do Grêmio contra o Botafogo, nesta quarta (20), na Arena. Como Pedro Rocha já é passado e Luan, lesionado, é uma possibilidade remota, é sobre o atacante de 32 anos que recai boa parte da responsabilidade de fazer gols. Será preciso vencer no tempo normal, sem dar espaço ao drama dos pênaltis, para avançar às semifinais da Libertadores. São aguardados pelo menos 52 mil torcedores na partida do ano.
Desde que Pedro Rocha foi vendido ao Spartak, da Rússia, será o quinto jogo em que Fernandinho entra como titular. No primeiro, contribuiu com dois gols nos 5 a 0 contra o Sport e ainda deu assistência para outro, marcado por Dionathã. Nos outros três, sofreu com a escassa criação do time, provocada pela ausência de Luan. Como consolo, ganhou pontos com a torcida por ter sido um dos poucos que salvaram na apatia geral que se abateu sobre o time na derrota de domingo, para a Chapecoense, dentro da Arena.
Quem já passou pelo clube confia no atacante, cujo drible da direita para o centro e o chute de pé esquerdo leva parte da torcida a compará-lo ao holandês Arjen Robben, do Bayern de Munique.
— O Botafogo vai esperar o Grêmio. O time vai precisar de um jogador que fure essas linhas. E Fernandinho, por ser ágil e driblador, é uma boa aposta — confia o ex-atacante Luís Mário, de decisiva participação na conquista da Copa do Brasil de 2001.
A velocidade é um dos pontos que Luís Mário elogia em Fernandinho. Mas ele aponta diferenças na forma de investir contra os marcadores.
— Eu driblava dando "tapas na bola" na direção da linha de fundo, porque confiava muito na minha velocidade. Fernandinho tem mais habilidade, mas também é muito agudo. Será muito importante no jogo — complementa.
Fernandinho sequer estaria no clube não fosse a insistência de Renato. O próprio atacante tinha preferência por renovar seu empréstimo com o Flamengo, onde havia atuado em 2016. Tanto que só no dia 11 de janeiro, véspera do início da pré-temporada, a direção confirmou que ele deveria se reapresentar.
Renato, que convencera Fernandinho a voltar mesmo sem a promessa de titularidade, poucas vezes deixou de utilizá-lo. Já no primeiro jogo do ano, dia 2 de fevereiro, contra o Ypiranga, na Arena, pelo Gauchão, o atacante substituiu a Leonardo a 16 minutos do segundo tempo e, pouco depois, marcou o gol que confirmou a vitória de 2 a 0. Naquela partida, levou nota 7 na cotação de Zero Hora.
A escolha para ser titular depois da despedida de Pedro Rocha não representa nenhuma forma de concessão. Quase sempre, Fernandinho correspondeu quando chamado. No Gre-Nal 412, dia 4 de março, pelo Gauchão, salvou o Grêmio da derrota tirando proveito de seu lance típico. A 23 minutos do segundo tempo, em sua primeira participação, logo depois de entrar no lugar de Michel, conduziu a bola da direita para o centro e, na frente de Carlinhos e Rodrigo Dourado, desferiu um chute que Danilo Fernandes não conseguir defender. O clássico se encerrou em 2 a 2 e Fernandinho, na hora, ganhou o rótulo de homem Gre-Nal por já ter marcado também no emblemático 5 a 0 de 2015, com direito a drible no goleiro Alisson.
— Robben me serve de inspiração. Mas longe de mim me comparar a ele. Ele é fora do comum — diz o jogador.
Fernandinho despontou em 2009, quando atuava pelo Grêmio Barueri. Multicampeão pelo Grêmio nos anos 1990, o ex-volante Luiz Carlos Goiano foi seu treinador durante o campeonato paulista daquele ano.
— Vivemos um grande período juntos— diz Goiano, antes de destacar as virtudes do atacante que poderão ser decisivas nesta noite.—Ele é muito bom recebendo a bola de costas e girando em cima do adversário. E chuta muito bem.
Realista, Goiano não deixa de reconhecer que Fernandinho enfrentará dificuldades para ser o substituto definitivo de Pedro Rocha. Sobretudo por não ter a mesma capacidade tática do atacante que recém começa sua trajetória na Rússia:
— Para fechar espaços, ele não é tão completo.
Se a porção Robben pisar o gramado da Arena na noite desta quinta, a torcida nem cobrará que Fernandinho também seja operário.
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Desde que Pedro Rocha foi vendido ao Spartak, da Rússia, será o quinto jogo em que Fernandinho entra como titular. No primeiro, contribuiu com dois gols nos 5 a 0 contra o Sport e ainda deu assistência para outro, marcado por Dionathã. Nos outros três, sofreu com a escassa criação do time, provocada pela ausência de Luan. Como consolo, ganhou pontos com a torcida por ter sido um dos poucos que salvaram na apatia geral que se abateu sobre o time na derrota de domingo, para a Chapecoense, dentro da Arena.
Quem já passou pelo clube confia no atacante, cujo drible da direita para o centro e o chute de pé esquerdo leva parte da torcida a compará-lo ao holandês Arjen Robben, do Bayern de Munique.
— O Botafogo vai esperar o Grêmio. O time vai precisar de um jogador que fure essas linhas. E Fernandinho, por ser ágil e driblador, é uma boa aposta — confia o ex-atacante Luís Mário, de decisiva participação na conquista da Copa do Brasil de 2001.
A velocidade é um dos pontos que Luís Mário elogia em Fernandinho. Mas ele aponta diferenças na forma de investir contra os marcadores.
— Eu driblava dando "tapas na bola" na direção da linha de fundo, porque confiava muito na minha velocidade. Fernandinho tem mais habilidade, mas também é muito agudo. Será muito importante no jogo — complementa.
Fernandinho sequer estaria no clube não fosse a insistência de Renato. O próprio atacante tinha preferência por renovar seu empréstimo com o Flamengo, onde havia atuado em 2016. Tanto que só no dia 11 de janeiro, véspera do início da pré-temporada, a direção confirmou que ele deveria se reapresentar.
Renato, que convencera Fernandinho a voltar mesmo sem a promessa de titularidade, poucas vezes deixou de utilizá-lo. Já no primeiro jogo do ano, dia 2 de fevereiro, contra o Ypiranga, na Arena, pelo Gauchão, o atacante substituiu a Leonardo a 16 minutos do segundo tempo e, pouco depois, marcou o gol que confirmou a vitória de 2 a 0. Naquela partida, levou nota 7 na cotação de Zero Hora.
A escolha para ser titular depois da despedida de Pedro Rocha não representa nenhuma forma de concessão. Quase sempre, Fernandinho correspondeu quando chamado. No Gre-Nal 412, dia 4 de março, pelo Gauchão, salvou o Grêmio da derrota tirando proveito de seu lance típico. A 23 minutos do segundo tempo, em sua primeira participação, logo depois de entrar no lugar de Michel, conduziu a bola da direita para o centro e, na frente de Carlinhos e Rodrigo Dourado, desferiu um chute que Danilo Fernandes não conseguir defender. O clássico se encerrou em 2 a 2 e Fernandinho, na hora, ganhou o rótulo de homem Gre-Nal por já ter marcado também no emblemático 5 a 0 de 2015, com direito a drible no goleiro Alisson.
— Robben me serve de inspiração. Mas longe de mim me comparar a ele. Ele é fora do comum — diz o jogador.
Fernandinho despontou em 2009, quando atuava pelo Grêmio Barueri. Multicampeão pelo Grêmio nos anos 1990, o ex-volante Luiz Carlos Goiano foi seu treinador durante o campeonato paulista daquele ano.
— Vivemos um grande período juntos— diz Goiano, antes de destacar as virtudes do atacante que poderão ser decisivas nesta noite.—Ele é muito bom recebendo a bola de costas e girando em cima do adversário. E chuta muito bem.
Realista, Goiano não deixa de reconhecer que Fernandinho enfrentará dificuldades para ser o substituto definitivo de Pedro Rocha. Sobretudo por não ter a mesma capacidade tática do atacante que recém começa sua trajetória na Rússia:
— Para fechar espaços, ele não é tão completo.
Se a porção Robben pisar o gramado da Arena na noite desta quinta, a torcida nem cobrará que Fernandinho também seja operário.
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Comentários
Comentários (3)
Raven kkkkkkk menos menos
É tudo ou nada, só que eles têm que pensar,se estiverem fora hoje o ano acabou, aí foi tudo fora, não adiantou de nada.
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