A voz do vestiário do Grêmio após o 0 a 0 com o Cerro Porteño, em Assunção, no Paraguai, foi uníssona. O ponto conquistado longe de Porto Alegre tornou-se importante e ficou de bom tamanho nas pretensões do Tricolor na Libertadores. Especialmente pela maneira como a tabela se desenhou, com dois jogos decisivos dentro da Arena pela frente e a classificação considerada sob controle. E ainda sem três titulares incontestáveis da equipe.
Evidente que o Grêmio queria ganhar no Paraguai, mas o ponto conquistado mantém a situação sem sobressaltos no Grupo 1 da Libertadores. O Cerro permanece na liderança com sete pontos, e o Tricolor, logo atrás, com cinco. Dá a chance do clube pular na frente em 1º de maio, quando há o reencontro, na Arena.
– Jogo sempre difícil, casa cheia, a equipe está liderando a chave, está bastante motivada, conseguiu uma vitória fora na estreia, então é sempre muito complicado. Sabíamos dos problemas, mas a minha equipe se portou muito bem. Conseguimos segurar o Cerro, não conseguiram nos derrotar. Agora vamos jogar na Arena e lá é outra história – disse Renato após o jogo.
– Não dá para lamentar um empate na casa do Cerro, o estádio lotado. Nunca perde aqui – apontou o diretor de futebol Alberto Guerra.
Confira os motivos para a satisfação do Grêmio:
Não perdeu fora
Até o momento, o Grêmio jogou contra Cerro e Defensor como visitante e recebeu o Monagas. Somou dois empates, ambos longe de Porto Alegre, e venceu os venezuelanos na Arena. Agora decidirá a classificação dentro do seu estádio, contra os dois adversários diretos, e já na segunda colocação do grupo. Em 1º de maio, terá pela frente a equipe paraguaia. Depois, viaja para enfrentar o lanterna em Maturín, na Venezuela, no dia 15, e fecha a disputa contra o adversário uruguaio na semana seginte, na Arena.
– Se conseguirmos ganhar nossos dois jogos em casa, vamos conseguir classificar em primeiro que é nosso objetivo – disse Guerra.
Classificação sob controle
Justamente por essa sequência em casa, Renato se deu ao luxo de tratar a classificação como encaminhada em determinado momento da sua entrevista coletiva, no Nueva Olla, em Assunção. Com a projeção de vencer os dois jogos em Porto Alegre e também o adversário mais fraco até o momento, fora, ficaria na liderança com 14 pontos. O Defensor, ao vencer o Monagas, se aproximou e chegou aos quatro pontos.
– Eles iam disparar na tabela se vencessem. O mais importante de tudo é que meu grupo está de parabéns, jogamos três partidas, fizemos nosso dever de casa e conseguimos dois pontos fora. Jogamos para vencer, mas nem sempre dá. Agora teremos dois jogos em casa, então a classificação está bem encaminhada, importante é continuar com essa determinação, para conseguir, em primeiro lugar, a classificação, e depois o primeiro lugar da chave – explicou o treinador.
"Agora teremos dois jogos em casa, então a classificação está bem encaminhada, importante é continuar com essa determinação, para conseguir em primeiro lugar a classificação e depois o primeiro lugar da chave" (Renato)
Sem três titulares
O Grêmio iniciou a partida sem três titulares no Paraguai. Léo Moura não ficou nem no banco, por conta do desgaste físico nas últimas partidas. Maicon permaneceu sentado os 90 minutos no banco de reservas também por conta de fadiga muscular.
Renato já não contou com Luan no sábado, contra o Cruzeiro, e ele permaneceu fora para a Libertadores. Tais perdas impactaram no desempenho, claro. E aumentaram o significado do ponto conquistado longe de Porto Alegre.
– Os jogadores são humanos, tem que dar uma segurada em um ou outro, foi o que aconteceu com Maicon e Léo. Converso bastante com os jogadores, me falaram que estavam com dores – revelou Renato.
Na trave
Na avaliação interna gremista, se houvesse um vencedor, ele estaria de azul, preto e branco. Pelas chances criadas diante de Silva e pelas poucas oportunidade concedidas ao Cerro para entrar na área de Marcelo Grohe, embora o camisa 1 tenha trabalhado – e bem, diga-se de passagem –, em chutes de longa distância.
O Tricolor teve uma chance com Everton, no primeiro tempo, e uma bola na trave de Geromel, além de contra-ataques que não foram bem trabalhados no segundo. Além disso, há a reclamação gremista de um pênalti não marcado em cima de Everton, no fim do primeiro tempo.
– Libertadores é muito difícil, sabíamos que ia ser difícil, viemos para ganhar. Tentamos impor nosso ritmo, o toque de bola, mas não conseguimos fazer o gol. Nos defendemos muito bem, não demos chance para o Cerro – resumiu Geromel.
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