Apelidado de Cruel pela torcida, o atacante Jael trocou o semblante bravo pelas lágrimas e chorou ao relembrar a trajetória de superação que viveu no Grêmio. Em entrevista coletiva nesta sexta, minutos após a confirmação de sua venda para o FC Tokyo, do Japão, o jogador afirmou que vai guardar para sempre sua passagem pelo clube gaúcho.
"Foi algo muito importante e sacrificante para mim. Acima de tudo, valeu a pena. Cheguei aqui contestando, a maioria duvidando do Jael. E durante todo o momento eu tive que batalhar para mudar o pensamento de muitos. Nestes dois anos e pouco, eu vejo que todo meu sacrifício, minha batalha, luta, todo jogo entregar 100% valeram a pena. Eu cheguei desrespeitado, saio com respeito", afirmou, referindo-se à críticas que recebeu quando chegou a Porto Alegre, em 2017.
Naquele ano, nos primeiros jogos com a camisa tricolor, ele sofreu uma grave lesão nos ligamentos do joelho direito que o tirou dos gramados por cerca de seis meses. Disputou 19 partidas sem marcar nenhum gol. O futuro foi uma incógnita. Pensou em sair e foi sondado por outras equipes. Mas estava disposto a encontrar o seu melhor futebol. "Até um certo ponto, eu era muito contestado, havia muitas dúvidas sobre mim. No final de 2017, recebi propostas muito vantajosas financeiramente, mas eu lembro que estava no quarto com minha esposa e disse que dinheiro não era importante naquele momento. Falei que ia renovar, porque eu precisava mudar o pensamento de todos, mudar a minha história no Grêmio".
Sem conseguir segurar o choro enquanto falava à imprensa, o atacante chegou a brincar, "por que eu inventei isso?", enquanto enxugava os olhos. "Para mim, o próximo jogo sempre é o mais importante, porque não sei o que vai acontecer depois, vou deixar tudo ali. Treinei forte todos os dias, vocês percebiam a minha luta dentro de campo", enfatizou. Para o atleta, sua situação começou a mudar em uma partida na partida da Libertadores contra o Barcelona de Guayaquil, quando entrou no segundo tempo. Foi o momento mais marcante da sua passagem pelo Grêmio.
"Eu entrei sendo vaiado pela torcida. No primeiro lance, eu já cheguei no zagueiro na forma louca como o Jael. Foi quando o torcedor passou a me olhar de forma diferente. A final da Libertadores e o Gre-Nal, também foram importantes, mas esse jogo em especial me marcou. Estávamos perdendo de 1 a 0, entrei e pude mudar um pouco. Entrei vaiado e saí ovacionado", celebra.
Falando sobre o técnico Renato Portaluppi, Jael afirmou que o treinador teve extrema importância na sua volta por cima. "É um cara sensacional, que abriu as portas para mim, já tinha tentado trabalhar comigo em outras oportunidades. É muito engraçado, porque em 2011, ele estava no Atlético-PR e eu na Portuguesa. Ele me ligou, mas eu fui pro Flamengo. Ele, então, brincou que não me indicava mais para nenhum clube. Ficamos sem falar por cinco anos e quando vim para o Grêmio, ele disse 'não guardo rancor de você não'", contou. "Tu vê o tamanho do coração do cara, ele é uma parcela importante pelo respeito que as pessoas têm por mim", completou.
Futuro
Apesar de distante e com um fuso horário bastante adiantado em relação ao de Brasília, Jael garantiu que vai continuar apoiando o Grêmio e tentará assistir às partidas de seu antigo time. "É um grupo muito qualificado, tem tudo para fazer um ótimo ano. Estarei na torcida sempre. Criei uma amizade muito grande com todos, do porteiro até o presidente. Meus companheiros conquistando títulos, eu vou conquistar também. Tomara que dê certo", avaliou.
O atacante de 30 anos disse que a direção do time está fazendo as coisas certas, com o pé no chão. Sobre a contratação de Diego Tardelli, que herdou o número 9, ele afirmou que é um jogador extra-classe. "Agradeço à direção pelo respeito. Antes dele chegar, perguntaram se não teria problema de entregar a 9 pra ele. Eu até disse 'se quiser eu vou lá e entrego'. Não deu tempo, porque minha negociação estava em andamento. Mas eu disse: 'tá liberada a 9, o homem vai vai usar, fazer gols e conquistar muitos títulos", finalizou.
Grêmio, Jael
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"Foi algo muito importante e sacrificante para mim. Acima de tudo, valeu a pena. Cheguei aqui contestando, a maioria duvidando do Jael. E durante todo o momento eu tive que batalhar para mudar o pensamento de muitos. Nestes dois anos e pouco, eu vejo que todo meu sacrifício, minha batalha, luta, todo jogo entregar 100% valeram a pena. Eu cheguei desrespeitado, saio com respeito", afirmou, referindo-se à críticas que recebeu quando chegou a Porto Alegre, em 2017.
Naquele ano, nos primeiros jogos com a camisa tricolor, ele sofreu uma grave lesão nos ligamentos do joelho direito que o tirou dos gramados por cerca de seis meses. Disputou 19 partidas sem marcar nenhum gol. O futuro foi uma incógnita. Pensou em sair e foi sondado por outras equipes. Mas estava disposto a encontrar o seu melhor futebol. "Até um certo ponto, eu era muito contestado, havia muitas dúvidas sobre mim. No final de 2017, recebi propostas muito vantajosas financeiramente, mas eu lembro que estava no quarto com minha esposa e disse que dinheiro não era importante naquele momento. Falei que ia renovar, porque eu precisava mudar o pensamento de todos, mudar a minha história no Grêmio".
Sem conseguir segurar o choro enquanto falava à imprensa, o atacante chegou a brincar, "por que eu inventei isso?", enquanto enxugava os olhos. "Para mim, o próximo jogo sempre é o mais importante, porque não sei o que vai acontecer depois, vou deixar tudo ali. Treinei forte todos os dias, vocês percebiam a minha luta dentro de campo", enfatizou. Para o atleta, sua situação começou a mudar em uma partida na partida da Libertadores contra o Barcelona de Guayaquil, quando entrou no segundo tempo. Foi o momento mais marcante da sua passagem pelo Grêmio.
"Eu entrei sendo vaiado pela torcida. No primeiro lance, eu já cheguei no zagueiro na forma louca como o Jael. Foi quando o torcedor passou a me olhar de forma diferente. A final da Libertadores e o Gre-Nal, também foram importantes, mas esse jogo em especial me marcou. Estávamos perdendo de 1 a 0, entrei e pude mudar um pouco. Entrei vaiado e saí ovacionado", celebra.
Falando sobre o técnico Renato Portaluppi, Jael afirmou que o treinador teve extrema importância na sua volta por cima. "É um cara sensacional, que abriu as portas para mim, já tinha tentado trabalhar comigo em outras oportunidades. É muito engraçado, porque em 2011, ele estava no Atlético-PR e eu na Portuguesa. Ele me ligou, mas eu fui pro Flamengo. Ele, então, brincou que não me indicava mais para nenhum clube. Ficamos sem falar por cinco anos e quando vim para o Grêmio, ele disse 'não guardo rancor de você não'", contou. "Tu vê o tamanho do coração do cara, ele é uma parcela importante pelo respeito que as pessoas têm por mim", completou.
Futuro
Apesar de distante e com um fuso horário bastante adiantado em relação ao de Brasília, Jael garantiu que vai continuar apoiando o Grêmio e tentará assistir às partidas de seu antigo time. "É um grupo muito qualificado, tem tudo para fazer um ótimo ano. Estarei na torcida sempre. Criei uma amizade muito grande com todos, do porteiro até o presidente. Meus companheiros conquistando títulos, eu vou conquistar também. Tomara que dê certo", avaliou.
O atacante de 30 anos disse que a direção do time está fazendo as coisas certas, com o pé no chão. Sobre a contratação de Diego Tardelli, que herdou o número 9, ele afirmou que é um jogador extra-classe. "Agradeço à direção pelo respeito. Antes dele chegar, perguntaram se não teria problema de entregar a 9 pra ele. Eu até disse 'se quiser eu vou lá e entrego'. Não deu tempo, porque minha negociação estava em andamento. Mas eu disse: 'tá liberada a 9, o homem vai vai usar, fazer gols e conquistar muitos títulos", finalizou.
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