O presidente do Grêmio, Alberto Guerra, falou pela primeira vez sobre a situação das Gurias Gremistas no momento de calamidade que vive o Rio Grande do Sul. Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira em São Paulo, o mandatário do clube foi questionado sobre o futebol feminino do clube e revelou que a ideia da direção é mover o elenco para outro local. A sede das Gurias Gremistas é na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O local não foi atingido pelas enchentes dos últimos dias, mas tem servido como abrigo para cerca de 6 mil pessoas. Muitas jogadoras, inclusive, atuaram como voluntárias no abrigo nos últimos dias.
– Nós estamos tentando, tratando de tirá-las de lá, levar para um hotel, para um outro ambiente, porque elas estão envolvidas com a tragédia, com os problemas diários do lado delas, para que elas retomem os treinos em um outro local e que elas possam focar e voltar às competições. Os jogos já estão também sendo marcados – afirmou o presidente. – A Ulbra não foi uma região afetada, mas foi uma região de Canoas que recebeu mais de 6 mil pessoas. E as meninas foram grandes guerreiras lá, ajudaram como voluntárias, estão no meio de 6 mil pessoas numa cidade que foi criada na Universidade Luterana do Brasil – acrescentou Guerra.
O time feminino do Grêmio esteve envolvido em voluntariado nas últimas semanas, intercalando com a rotina de treinos. Além da treinadora Thaissan Passos, todo o grupo se envolveu em ajudar os desabrigados. A meio-campista Pri Back foi uma das lideranças na arrecadação dos donativos. – Agora já deu uma amenizada, mas quando tudo começou foi um cenário de guerra. Helicópteros chegando e saindo com pessoas resgatadas a todo momento, sirenes, cachorros latindo, crianças chorando, as pessoas também chorando e pedindo informações ou até mesmo ajuda para socorrer familiares que ainda estavam em cima de telhados. Nunca vi nada parecido, foi desesperador. Quando eu deitava a cabeça no travesseiro, até mesmo quando não tinha helicóptero ou quando não estava chovendo, eu ouvia barulho de chuva ou os helicópteros. Tudo muito triste. Só espero que isso acabe logo pra que essas pessoas consigam retornar para suas casas e recomecem suas vidas – contou a atleta.
O Brasileirão feminino A1 não foi paralisado em função da tragédia climática no Rio Grande do Sul e o Grêmio tem três partidas em atraso. Se seguir o calendário, as Gurias Gremistas voltam a campo no próximo dia 7, contra o Flamengo, no Rio de Janeiro.
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