Foto: Adriano de Carvalho / Agência RBS
Sabe-se bem como joga o Grêmio de Roger. Há uma série de características que estão conectadas ao time montado desde o ano passado, algumas delas pouco usuais para a estratégia historicamente usada por equipes visitantes na Libertadores.
Há uma pregação por cautela e cuidados defensivos reforçados para jogar longe de casa na competição continental. Ainda mais com a presença do fator altitude. Para este Grêmio, porém, o desafio é outro. Um time defensivo, preocupado demais em se resguardar, se afastaria demais da identidade que Roger implementou — e seu maior mérito, até aqui, está justamente na construção dessa identidade.
O Grêmio marca na frente, adianta suas linhas e sufoca o adversário. Recupera logo a bola para mantê-la sobre seu poder através de longas trocas de passe. Trabalha as jogadas com paciência e uma movimentação coordenada que garante opções para quem tem a bola. No México, não pode ser diferente.
A última amostra antes da viagem, na derrota diante do São José, aumentou o clamor por uma equipe mais cautelosa contra o Toluca. O Grêmio teve o "dia não", como bem avaliou Roger. Apresentou-se o pior dos cenários para um time que adianta a marcação: houve dificuldade nas finalizações, na construção das jogadas e, diante da incompetência para transformar controle do jogo em vantagem no placar, escancararam-se problemas defensivos.
São os riscos de uma postura agressiva, que expõe a dupla de zaga e testa a compactação dos setores. Basta haver algum espaço entre as linhas para que o adversário aproveite em contra-ataques velozes.
Mais arriscado, porém, é abandonar completamente o modelo de jogo que levou o Grêmio à competição em que estreia nesta quarta. Algum ajuste de posicionamento e até uma eventual troca de jogadores, como a possível substituição de Kadu, pode ser importante para acalmar gremistas mais cautelosos.
Só que o Grêmio, ao planejar seu primeiro compromisso na Libertadores, não pode olhar mais para trás do que para frente. O perigo de "retrancar" um time acostumado a tomar a iniciativa do jogo é muito maior do que os riscos inerentes a uma postura mais agressiva, com os quais o time de Roger já está habituado a lidar.
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Sabe-se bem como joga o Grêmio de Roger. Há uma série de características que estão conectadas ao time montado desde o ano passado, algumas delas pouco usuais para a estratégia historicamente usada por equipes visitantes na Libertadores.
Há uma pregação por cautela e cuidados defensivos reforçados para jogar longe de casa na competição continental. Ainda mais com a presença do fator altitude. Para este Grêmio, porém, o desafio é outro. Um time defensivo, preocupado demais em se resguardar, se afastaria demais da identidade que Roger implementou — e seu maior mérito, até aqui, está justamente na construção dessa identidade.
O Grêmio marca na frente, adianta suas linhas e sufoca o adversário. Recupera logo a bola para mantê-la sobre seu poder através de longas trocas de passe. Trabalha as jogadas com paciência e uma movimentação coordenada que garante opções para quem tem a bola. No México, não pode ser diferente.
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São os riscos de uma postura agressiva, que expõe a dupla de zaga e testa a compactação dos setores. Basta haver algum espaço entre as linhas para que o adversário aproveite em contra-ataques velozes.
Mais arriscado, porém, é abandonar completamente o modelo de jogo que levou o Grêmio à competição em que estreia nesta quarta. Algum ajuste de posicionamento e até uma eventual troca de jogadores, como a possível substituição de Kadu, pode ser importante para acalmar gremistas mais cautelosos.
Só que o Grêmio, ao planejar seu primeiro compromisso na Libertadores, não pode olhar mais para trás do que para frente. O perigo de "retrancar" um time acostumado a tomar a iniciativa do jogo é muito maior do que os riscos inerentes a uma postura mais agressiva, com os quais o time de Roger já está habituado a lidar.
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