Em novembro de 2012, o garoto Lincoln recém havia festejado seus 14 anos e mal sabia se expressar, de tão travado pela timidez. No então apartamento da família, no bairro Santana, em Porto Alegre, a mãe, Clode Oliveira, tomou a iniciativa diante da reportagem:
— Meu filho, diga a eles que foi o Sonda quem te deu este apartamento. Tu tens a televisão, tens o teu quarto.
Delcir Sonda já era empresário do garoto desde 2010. Lincoln sobrava entre os meninos do Grêmio e enfrentava numa boa as durezas dos confrontos sempre em uma categoria acima. Por isso, logo o menino foi resgatado da casa na Vila Mapa e alojado com a mãe e três irmãos no imóvel classe média perto do Olímpico. No dia da entrevista, o rapaz vivia novos hábitos de grande promessa do futebol com as velhas rotinas de guri. Na falta do pátio da Vila Mapa, ele jogava bola dentro do apartamento com a naturalidade de um menino, apesar do perigo de quebrar as imagens de santo da mãe imponentes na sala. Pagavam multa ao condomínio.
Por tudo isso, a timidez foi para o espaço em dois momentos. Primeiro, quando mandou um recado ao empresário: queria uma casa para dar à mãe, ou seja, para bater bola no pátio. Segundo, mais profética, disse que seria titular do Grêmio aos 17 anos.
Os dois sonhos já realizou.
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