Foto: Montagem sobre fotos / Diego Vara/Agência RBS e Carlos Macedo/Agência RBS / Diego Vara/Agência RBS e Carlos Macedo/Agência RBS
Está na lateral esquerda o único mistério do Grêmio para encarar o Rosario Central nesta quinta-feira. Na terça-feira, no último treino em Porto Alegre, antes do embarque para a Argentina, Roger Machado fez questão de manter a dúvida entre seus dois Marcelos, Hermes e Oliveira, para o jogo decisivo pelas oitavas de final da Libertadores.
O mistério é tanto que o treinador fez uma verdadeira dança de coletes amarelos na atividade. No início, Hermes trabalhou entre os titulares, como já havia acontecido na segunda-feira. Mas, em um segundo momento, o técnico entregou o colete a Oliveira. Além disso, a última parte do treino foi fechada, gerando mais dúvidas.
A mudança pode ocorrer em um momento de contestação da torcida ao titular da posição. Apesar do bom rendimento no Brasileirão, Oliveira ainda não teve uma sequência de atuações com o mesmo nível neste ano. Para o lateral Lúcio, vice-campeão da América pelo Grêmio em 2007, que disputou o último Gauchão pelo Veranópolis, a queda no desempenho pode ser explicada pelas alterações na defesa - que perdeu Erazo e Galhardo nesta temporada.
— No ano passado, os laterais do Grêmio jogavam mais como meias. O Galhardo fazia jogadas por dentro, já que não chegava na linha de fundo. E o Marcelo fazia mais esta passagem por fora. A diferença é que o time estava mais encaixado. Ele pode ter sentido as mudanças. Neste ano, só está preenchendo a posição. Parece que tem receio em atacar — comenta.
Após o término do contrato com o Veranópolis, Lúcio, 36 anos, aguarda propostas para atuar na Série A ou B do Brasileirão. E conta que, ao assistir ao jogo contra a LDU na Arena, em que o Grêmio goleou por 4 a 0 na fase de grupos, notou das arquibancadas a timidez dos laterais do time de Roger.
— Historicamente, os laterais do Grêmio sempre foram de apoiar muito. Quando isto não acontece, o torcedor estranha. O jogador precisa ter confiança para ir ao campo adversário. O Oliveira, pela experiência que tem, pode render mais. E o Hermes demonstra qualidade, mas está tímido. É aí que entra a confiança. Um lateral não pode ter medo de atacar — completa.
A escolha de Roger Machado, contudo, deve ser mais afetada por questões defensivas. Um fator relevante é a bola aérea, treinada à exaustão pelo técnico nesta semana. E, neste caso, Oliveira leva vantagem. Com 1,84m de altura, dá maior proteção pelo alto. Ao passo que Hermes, com 1,77m de altura, teria maior dificuldade para conter os cruzamentos e lançamentos do Rosario.
— Os dois são parecidos, com as mesmas características. O que muda para a gente é que, com o Marcelo Oliveira, temos mais altura na bola aérea defensiva. Mas os dois fecham bem a marcação ali atrás — compara o zagueiro Fred.
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O mistério é tanto que o treinador fez uma verdadeira dança de coletes amarelos na atividade. No início, Hermes trabalhou entre os titulares, como já havia acontecido na segunda-feira. Mas, em um segundo momento, o técnico entregou o colete a Oliveira. Além disso, a última parte do treino foi fechada, gerando mais dúvidas.
A mudança pode ocorrer em um momento de contestação da torcida ao titular da posição. Apesar do bom rendimento no Brasileirão, Oliveira ainda não teve uma sequência de atuações com o mesmo nível neste ano. Para o lateral Lúcio, vice-campeão da América pelo Grêmio em 2007, que disputou o último Gauchão pelo Veranópolis, a queda no desempenho pode ser explicada pelas alterações na defesa - que perdeu Erazo e Galhardo nesta temporada.
— No ano passado, os laterais do Grêmio jogavam mais como meias. O Galhardo fazia jogadas por dentro, já que não chegava na linha de fundo. E o Marcelo fazia mais esta passagem por fora. A diferença é que o time estava mais encaixado. Ele pode ter sentido as mudanças. Neste ano, só está preenchendo a posição. Parece que tem receio em atacar — comenta.
Após o término do contrato com o Veranópolis, Lúcio, 36 anos, aguarda propostas para atuar na Série A ou B do Brasileirão. E conta que, ao assistir ao jogo contra a LDU na Arena, em que o Grêmio goleou por 4 a 0 na fase de grupos, notou das arquibancadas a timidez dos laterais do time de Roger.
— Historicamente, os laterais do Grêmio sempre foram de apoiar muito. Quando isto não acontece, o torcedor estranha. O jogador precisa ter confiança para ir ao campo adversário. O Oliveira, pela experiência que tem, pode render mais. E o Hermes demonstra qualidade, mas está tímido. É aí que entra a confiança. Um lateral não pode ter medo de atacar — completa.
A escolha de Roger Machado, contudo, deve ser mais afetada por questões defensivas. Um fator relevante é a bola aérea, treinada à exaustão pelo técnico nesta semana. E, neste caso, Oliveira leva vantagem. Com 1,84m de altura, dá maior proteção pelo alto. Ao passo que Hermes, com 1,77m de altura, teria maior dificuldade para conter os cruzamentos e lançamentos do Rosario.
— Os dois são parecidos, com as mesmas características. O que muda para a gente é que, com o Marcelo Oliveira, temos mais altura na bola aérea defensiva. Mas os dois fecham bem a marcação ali atrás — compara o zagueiro Fred.
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