Tiago Caldas / Agência Lancepress!
Foi entre os familiares em Gramado que Ramiro passou os últimos dois dias de folga para se recuperar da intensa sequência de jogos do Grêmio. O meia é o recordista de minutos em campo da equipe de Renato Portaluppi neste ano: 4.227 em 48 partidas.
A parada de 10 dias até o jogo com o Cruzeiro, pelo Brasileirão, chega como um bálsamo para o meia e para o grupo. Embora o grande foco seja o confronto com o Barcelona de Guayaquil, pela semifinal da Libertadores, que se inicia dia 25 no Equador, o intervalo será utilizado pela comissão técnica para fazer trabalhos de manutenção física e devolver o fôlego aos jogadores.
De volta à função de extrema pela direita, Ramiro cresceu de desempenho no último jogo, contra o Fluminense. Sacrificado por Renato como meia central para suprir a ausência de Luan, afastado por lesão, teve atuações apagadas por não estar acostumado com a posição. A queda de rendimento é reconhecida por seu pai, Gilnei Benetti, que avalia o momento vivido pelo filho.
— Aquela posição em que ele atuou em partidas anteriores, de costas pelo meio, não é a dele. O Ramiro realmente enfrentou mais dificuldades ali. E jogando pela direita, como fazia antes, facilita. Ele tem ótimo entendimento com os laterais— observa Gilnei.
Ex-auxiliar do Grêmio, James Freitas, que hoje integra a comissão técnica de Mano Menezes no Cruzeiro, acompanhou de perto o crescimento de Ramiro. Embora ressalte a versatilidade do meia, que também já atuou como volante e lateral, entende que o motorzinho gremista tem melhor desempenho pelo lado do campo.
— A função pelo meio não é novidade para ele. Mas, pela característica dele, de ser mais baixo (1m68cm), rende melhor pelas laterais. É um jogador de grande capacidade física. E, por ter o centro de gravidade mais baixo, é natural que se sinta mais confortável como extrema — entende James.
O que encanta Valdir Espinosa, ex-coordenador técnico do Grêmio, é o fato de Ramiro estar sempre "vivo" no jogo. Trata-se do jogador que, ao errar uma jogada, ao invés de perder tempo com lamentações, logo se prepara para o lance seguinte. Por isso, para Espinosa, Ramiro tem igual utilidade tanto centralizado quanto pelo lado direito.
— Ele pode ocupar as duas posições. Cada uma delas tem uma exigência diferente. O curioso é que, quando atua pelo lado, Ramiro finaliza mais vezes do que pelo meio, onde, teoricamente, está mais próximo da meta adversária— avalia.
O analista de desempenho Gustavo Fogaça também valoriza a facilidade com que Ramiro aparece dentro da área em condições de arremate. Ressalva, contudo, que essa característica surge com mais força quando ele atua ao lado de um centroavante de movimentação.
— Pela direita, ele é mais eficiente, por se apresentar muito para o jogo. Tem intensidade constante e média de 85% de acerto de passes — observa Fogaça, ao mesmo tempo em que aponta os defeitos de Ramiro pelo meio.— Para fazer essa função, o jogador precisa saber segurar a bola, ter o tempo certo para acelerar e parar o jogo. Maicon, Douglas e Luan fazem isso muito bem. Ramiro, não.
Mesmo com altos e baixos, Ramiro vive uma temporada especial. O meia pode fazer de 2017 o ano em que mais vezes entrou em campo. Por enquanto, sua maior marca foi atingida em 2014, quando atuou em 54 partidas. Ele ainda terá, no mínimo, 14 jogos (12 do Brasileirão e ao menos dois na Libertadores) para quebrar o recorde pessoal. Algo que teria gosto especial para Ramiro, que passou quase todo o ano de 2015 afastado por romper o ligamento cruzado do joelho esquerdo, e deu a volta por cima no ano passado com a conquista do penta da Copa do Brasil.
— Ele passou por anos difíceis com a lesão no joelho. Agora está colhendo os frutos de um processo muito bem conduzido pelo Renato. Quando o coletivo funciona, as individualidades aparecem — completa Gilnei Benetti.
Os fominhas de cada clube na Série A em 2017
Magrão (Sport) - 5.136 minutos em 57 jogos
Cássio (Corinthians) - 4.980 minutos em 55 jogos
Reinaldo (Chapecoense) - 4.775 minutos em 53 jogos
Léo (Cruzeiro) - 4.727 minutos em 52 jogos
Fábio Santos (Atlético-MG) - 4.590 minutos em 51 jogos
Aranha (Ponte Preta) - 4.530 minutos em 50 jogos
Réver (Flamengo) - 4.469 minutos em 50 jogos
Henrique (Fluminense) - 4.369 minutos em 49 jogos
Lucas Veríssimo (Santos) - 4.350 minutos em 48 jogos
Weverton (Atlético-PR) - 4.350 minutos em 48 jogos
Fernando Prass (Palmeiras) - 4.230 minutos em 47 jogos
Fernando Miguel (Vitória) - 4.230 minutos em 47 jogos
Ramiro (Grêmio) - 4.227 minutos em 48 jogos
Bruno Silva (Botafogo) - 4.155 minutos em 48 jogos
Betão (Avaí) - 4.140 minutos em 46 jogos
Wilson (Coritiba) - 4.050 minutos em 45 jogos
Jean (Bahia) - 3.960 minutos em 44 jogos
Martín Silva (Vasco) - 3.780 minutos em 42 jogos
Rodrigo Caio (São Paulo) - 3.472 minutos em 40 jogos
Jorginho (Atlético-GO) - 3.325 minutos em 40 jogos
VEJA TAMBÉM
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A parada de 10 dias até o jogo com o Cruzeiro, pelo Brasileirão, chega como um bálsamo para o meia e para o grupo. Embora o grande foco seja o confronto com o Barcelona de Guayaquil, pela semifinal da Libertadores, que se inicia dia 25 no Equador, o intervalo será utilizado pela comissão técnica para fazer trabalhos de manutenção física e devolver o fôlego aos jogadores.
De volta à função de extrema pela direita, Ramiro cresceu de desempenho no último jogo, contra o Fluminense. Sacrificado por Renato como meia central para suprir a ausência de Luan, afastado por lesão, teve atuações apagadas por não estar acostumado com a posição. A queda de rendimento é reconhecida por seu pai, Gilnei Benetti, que avalia o momento vivido pelo filho.
— Aquela posição em que ele atuou em partidas anteriores, de costas pelo meio, não é a dele. O Ramiro realmente enfrentou mais dificuldades ali. E jogando pela direita, como fazia antes, facilita. Ele tem ótimo entendimento com os laterais— observa Gilnei.
Ex-auxiliar do Grêmio, James Freitas, que hoje integra a comissão técnica de Mano Menezes no Cruzeiro, acompanhou de perto o crescimento de Ramiro. Embora ressalte a versatilidade do meia, que também já atuou como volante e lateral, entende que o motorzinho gremista tem melhor desempenho pelo lado do campo.
— A função pelo meio não é novidade para ele. Mas, pela característica dele, de ser mais baixo (1m68cm), rende melhor pelas laterais. É um jogador de grande capacidade física. E, por ter o centro de gravidade mais baixo, é natural que se sinta mais confortável como extrema — entende James.
O que encanta Valdir Espinosa, ex-coordenador técnico do Grêmio, é o fato de Ramiro estar sempre "vivo" no jogo. Trata-se do jogador que, ao errar uma jogada, ao invés de perder tempo com lamentações, logo se prepara para o lance seguinte. Por isso, para Espinosa, Ramiro tem igual utilidade tanto centralizado quanto pelo lado direito.
— Ele pode ocupar as duas posições. Cada uma delas tem uma exigência diferente. O curioso é que, quando atua pelo lado, Ramiro finaliza mais vezes do que pelo meio, onde, teoricamente, está mais próximo da meta adversária— avalia.
O analista de desempenho Gustavo Fogaça também valoriza a facilidade com que Ramiro aparece dentro da área em condições de arremate. Ressalva, contudo, que essa característica surge com mais força quando ele atua ao lado de um centroavante de movimentação.
— Pela direita, ele é mais eficiente, por se apresentar muito para o jogo. Tem intensidade constante e média de 85% de acerto de passes — observa Fogaça, ao mesmo tempo em que aponta os defeitos de Ramiro pelo meio.— Para fazer essa função, o jogador precisa saber segurar a bola, ter o tempo certo para acelerar e parar o jogo. Maicon, Douglas e Luan fazem isso muito bem. Ramiro, não.
Mesmo com altos e baixos, Ramiro vive uma temporada especial. O meia pode fazer de 2017 o ano em que mais vezes entrou em campo. Por enquanto, sua maior marca foi atingida em 2014, quando atuou em 54 partidas. Ele ainda terá, no mínimo, 14 jogos (12 do Brasileirão e ao menos dois na Libertadores) para quebrar o recorde pessoal. Algo que teria gosto especial para Ramiro, que passou quase todo o ano de 2015 afastado por romper o ligamento cruzado do joelho esquerdo, e deu a volta por cima no ano passado com a conquista do penta da Copa do Brasil.
— Ele passou por anos difíceis com a lesão no joelho. Agora está colhendo os frutos de um processo muito bem conduzido pelo Renato. Quando o coletivo funciona, as individualidades aparecem — completa Gilnei Benetti.
Os fominhas de cada clube na Série A em 2017
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Léo (Cruzeiro) - 4.727 minutos em 52 jogos
Fábio Santos (Atlético-MG) - 4.590 minutos em 51 jogos
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Betão (Avaí) - 4.140 minutos em 46 jogos
Wilson (Coritiba) - 4.050 minutos em 45 jogos
Jean (Bahia) - 3.960 minutos em 44 jogos
Martín Silva (Vasco) - 3.780 minutos em 42 jogos
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