Renato Portaluppi foi campeão da Copa do Brasil em 2016 (Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG)
Além de toda idolatria forjada nos títulos da Libertadores e do Mundial de 1983, Renato Gaúcho está a dois passos de se tornar o primeiro brasileiro a conquistar a maior competição da América do Sul como jogador e técnico. Nos 57 anos de história da competição, somente sete profissionais já conquistaram a distinção. Aliás, esta será a segunda oportunidade para o comandante do Grêmio.
Em 2008, a chance de Renato bateu na trave. À época treinador do Fluminense, Portaluppi enfrentou a equatoriana LDU na final daquele ano. Perdeu por 4 a 2 no primeiro jogo, em Quito, mas venceu de virada por 3 a 1 no Maracanã e levou a decisão para os pênaltis. Porém, Conca, Thiago Neves e Washington, destaques daquele time, erraram suas cobranças, e o Flu ficou com o vice.
A nova oportunidade para Renato pode torná-lo o oitavo campeão da Libertadores no campo e fora dele. Apenas argentinos e uruguaios conseguiram o feito (veja na tabela abaixo). O último deles foi o atual técnico do River Plate, Marcelo Gallardo. Pelo mesmo clube, levantou o troféu em 1996 como meia e em 2015, já na casamata. A equipe, aliás, só não chegou mais uma vez à final porque sofreu a virada histórica para o Lanús, por 4 a 2, em La Fortaleza, palco da grande decisão neste ano, na próxima quarta.
O primeiro sul-americano a atingir o feito foi o argentino Humberto Maschio. Em 1967, conquistou a Libertadores como atacante do Racing. Como treinador, tornou-se campeão já em 1973, pelo rival Independiente. Também pelo time vermelho de Avellaneda, Roberto Ferreiro se somou a Maschio. Campeão como zagueiro do Independiente em 1964 e 1965, faturou o tri para o clube como técnico em 1974.

O maior vencedor da Libertadores, porém, é uruguaio. O ponteiro Luis Cubillas deu ao Peñarol os dois primeiros títulos da história da competição, em 1960 e 1961. Dez anos depois, chegaria ao tri com o rival Nacional. Mais tarde, virou ídolo também no Paraguai, ao ser campeão como técnico pelo Olimpia em 1979 e 1990. Do Uruguai, Juan Martín Mujica aumenta a lista com dois títulos pelo Nacional. Em 1971, foi campeão como lateral-esquerdo e, em 1980, já no comando da equipe.
O argentino José Omar Pastoriza faturou a Libertadores de 1972 pelo Independiente, como meio-campista, e em 1984, como treinador do clube – este segundo título erguido justamente diante do Grêmio. O conterrâneo Nery Pumpido levantou a taça como goleiro do River em 1986 e depois foi ao Paraguai para dar o título de 2002 para o Olimpia, na final contra o São Caetano.
Marcelo Gallardo fecha o rol do qual Renato pode fazer parte. Cria das categorias de base do River na década de 1990, foi campeão da Libertadores como meio-campista em 1996, um ano após o bi do Grêmio. Retornou ao clube do coração para ser treinador em 2014 e, no ano seguinte, já ergueu o troféu diante do Tigres, do México.
GRÊMIO X LANÚS - FINAL DA LIBERTADORES
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre.
Data e hora: quarta-feira (22), às 21h45 (de Brasília).
Provável Grêmio: Marcelo Grohe; Edílson, Pedro Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Jailson, Arthur, Ramiro, Luan e Fernandinho; Lucas Barrios.
Provável Lanús: Andrada; José Gómez, Guerreño, Braghieri e Maxi Velázquez; Marcone, Pasquini, Román Martínez, Alejandro Silva e Lautaro Acosta; José Sand.
Desfalques do Grêmio: Douglas, Maicon e Marcelo Oliveira.
Desfalques do Lanús: Ibáñez, Canuto e Di Plácido.
Pendurados do Grêmio: Kannemann e Edílson.
Pendurados do Lanús: Andrada, Gómez, Barhieri, Marcone e Martínez.
Transmissão: TV Globo (com Galvão Bueno, Walter Casagrande, Maurício Saraiva e Arnaldo Cezar Coelho) e SporTV (com Luiz Carlos Júnior, Lédio Carmona e Muricy Ramalho).
Trio de arbitragem: Júlio Bascuñan, auxilaido por Carlos Astroza e Christian Schiemann (todos do Chile).
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Em 2008, a chance de Renato bateu na trave. À época treinador do Fluminense, Portaluppi enfrentou a equatoriana LDU na final daquele ano. Perdeu por 4 a 2 no primeiro jogo, em Quito, mas venceu de virada por 3 a 1 no Maracanã e levou a decisão para os pênaltis. Porém, Conca, Thiago Neves e Washington, destaques daquele time, erraram suas cobranças, e o Flu ficou com o vice.
A nova oportunidade para Renato pode torná-lo o oitavo campeão da Libertadores no campo e fora dele. Apenas argentinos e uruguaios conseguiram o feito (veja na tabela abaixo). O último deles foi o atual técnico do River Plate, Marcelo Gallardo. Pelo mesmo clube, levantou o troféu em 1996 como meia e em 2015, já na casamata. A equipe, aliás, só não chegou mais uma vez à final porque sofreu a virada histórica para o Lanús, por 4 a 2, em La Fortaleza, palco da grande decisão neste ano, na próxima quarta.
O primeiro sul-americano a atingir o feito foi o argentino Humberto Maschio. Em 1967, conquistou a Libertadores como atacante do Racing. Como treinador, tornou-se campeão já em 1973, pelo rival Independiente. Também pelo time vermelho de Avellaneda, Roberto Ferreiro se somou a Maschio. Campeão como zagueiro do Independiente em 1964 e 1965, faturou o tri para o clube como técnico em 1974.

O maior vencedor da Libertadores, porém, é uruguaio. O ponteiro Luis Cubillas deu ao Peñarol os dois primeiros títulos da história da competição, em 1960 e 1961. Dez anos depois, chegaria ao tri com o rival Nacional. Mais tarde, virou ídolo também no Paraguai, ao ser campeão como técnico pelo Olimpia em 1979 e 1990. Do Uruguai, Juan Martín Mujica aumenta a lista com dois títulos pelo Nacional. Em 1971, foi campeão como lateral-esquerdo e, em 1980, já no comando da equipe.
O argentino José Omar Pastoriza faturou a Libertadores de 1972 pelo Independiente, como meio-campista, e em 1984, como treinador do clube – este segundo título erguido justamente diante do Grêmio. O conterrâneo Nery Pumpido levantou a taça como goleiro do River em 1986 e depois foi ao Paraguai para dar o título de 2002 para o Olimpia, na final contra o São Caetano.
Marcelo Gallardo fecha o rol do qual Renato pode fazer parte. Cria das categorias de base do River na década de 1990, foi campeão da Libertadores como meio-campista em 1996, um ano após o bi do Grêmio. Retornou ao clube do coração para ser treinador em 2014 e, no ano seguinte, já ergueu o troféu diante do Tigres, do México.
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Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre.
Data e hora: quarta-feira (22), às 21h45 (de Brasília).
Provável Grêmio: Marcelo Grohe; Edílson, Pedro Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Jailson, Arthur, Ramiro, Luan e Fernandinho; Lucas Barrios.
Provável Lanús: Andrada; José Gómez, Guerreño, Braghieri e Maxi Velázquez; Marcone, Pasquini, Román Martínez, Alejandro Silva e Lautaro Acosta; José Sand.
Desfalques do Grêmio: Douglas, Maicon e Marcelo Oliveira.
Desfalques do Lanús: Ibáñez, Canuto e Di Plácido.
Pendurados do Grêmio: Kannemann e Edílson.
Pendurados do Lanús: Andrada, Gómez, Barhieri, Marcone e Martínez.
Transmissão: TV Globo (com Galvão Bueno, Walter Casagrande, Maurício Saraiva e Arnaldo Cezar Coelho) e SporTV (com Luiz Carlos Júnior, Lédio Carmona e Muricy Ramalho).
Trio de arbitragem: Júlio Bascuñan, auxilaido por Carlos Astroza e Christian Schiemann (todos do Chile).
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