O Grêmio conheceu na tarde deste sábado seu primeiro adversário no Mundial de Clubes. O Pachuca venceu o Wydad Casablanca, do Marrocos, e será o rival na semifinal, na próxima terça, em Abu Dhabi. E a julgar pela avaliação dos gremistas, o Tricolor tem boas condições de superar os mexicanos e avançar à final, mas não pode cair na armadilha de menosprezar o rival.
O auxiliar de Renato, Alexandre Mendes, acompanhou a partida no Estádio Zayed Sports City, junto com o presidente Romildo Bolzan Júnior, o vice de futebol Odorico Roman e o vice Adalberto Preis, entre outros dirigentes. E a avaliação geral é de que foi um jogo fraco tecnicamente, no qual os dois times apresentaram até certa ingenuidade, mas que é preciso levar em conta fatores extracampo, como adaptação ao fuso horário e ansiedade pela estreia.
Para Mendes, não é possível avaliar o Pachuca apenas por um jogo. O auxiliar de Renato prevê um duelo difícil para o Grêmio na semifinal e destaca destaca algumas qualidades dos mexicanos, além de um jogador em especial, o japonês Honda, ex-Milan e grande nome do time.
– O Honda, que dá um trato especial na bola, tem bastante qualidade. É um time bastante aguerrido, tem dois jogadores extremos bem velozes, um jogador de marcação mais fixo dentro da área. É um time bastante competitivo e nós vamos ter bastante dificuldade para enfrentar – avalia.
Já o presidente Romildo Bolzan Junior saiu do estádio animado com o que viu. O Pachuca deu bastante espaço para os marroquinos e teve muitas dificuldades para levar perigo ao gol do rival, mesmo com um homem a mais a partir dos 23 minutos do segundo tempo – o volante Nakach foi expulso após receber o segundo amarelo. O tento da vitória só veio aos 6 minutos do segundo tempo da prorrogação, anotado por Guzmán.
– Como eu não conhecia nenhum dos times, me baseando pelo jogo que vi hoje, acho que o Grêmio tem condições de fazer um bom enfrentamento. Tem condições de fazer uma partida em igualdade e passar para jogar a final – projeta Romildo. – Eles jogam em uma linha de três. O volante não sai muito, mas são jogadores também que tocam a bola. Acho que o grande problema que eles têm é a falta de velocidade, um pouquinho mais de velocidade. O Grêmio pode levar vantagem sobre isso.
Mas tudo isso é conjectura.
Mas por mais que o adversário não tenha impressionado, o Grêmio também se cerca de cuidados para evitar qualquer tipo de salto alto. O vice-presidente Adalberto Preis viu qualidades no Pachuca e diz que o Tricolor terá de entrar em campo concentrado.
– É um time mais técnico, que se espalha bem em campo, tem sempre opção de passe, joga com toque de bola. Neste jogo de hoje achei que o time não apresentou grandes virtudes nas conclusões. Fora isso, mostrou boa marcação, tem um maestro, que é o japones Honda, que tem uma boa canhota, boa técnica, sempre procura o passe para um jogador bem colocado. É um time bem organizado, o Grêmio não pode levar este jogo como jogado – alerta.
O confronto entre Grêmio e Pachuca ocorre na terça-feira, às 15h (horário de Brasília), no estádio Hazza Bin Zayed, em Al Ain.
Quem vencer, espera na final do Mundial o vencedor do duelo entre Real Madrid e Al Jazira. O time dos Emirados Árabes bateu os japoneses do Urawa Reds por 1 a 0 também neste sábado e se classificou para as semifinais.
Comentários
Enviar Comentário
Aplicativo Gremio Avalanche
Leia também
Grêmio Fecha Contratação do Promissor Zagueiro Nicolas Paguesk, Destaque da Copinha, para Fortalecer sua Base
Grêmio Define Ponto Final em Novas Contratações Durante a Janela Interna
Luís Castro opta por Monsalve como titular no Gre-Nal decisivo, superando Willian e Tetê
Renato Gaúcho é o novo comandante do Vasco após saída do Grêmio
Cristaldo destaca iInfluência de jogador do Grêmio em transferência para o Talleres
Grêmio confirma data de lançamento de novo uniforme
EUROPA DE OLHO! Viery brilha no Gre-Nal e atrai interesse de clube da Premier League
POLÊMICA DE ARBITRAGEM! Grêmio alerta para pressão de arbitragem mesmo após vitória contra o Inter
VOLTA POR CIMA? Pavón inicia nova etapa com apoio de Luís Castro e enfatiza a importância da adaptação